Em Assembleia Geral Nacional realizada nesta quinta-feira, 30 de agosto, em todo o país, Auditores-Fiscais do Trabalho disseram NÃO à nova proposta do governo, apresentada na noite do dia 29 de agosto, que permanece muito aquém das reivindicações e necessidades da categoria. A rejeição já foi comunicada ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça.
A nova proposta do governo, segundo avaliação do Sinait e do Sindifisco Nacional, promove reajustes diferenciados dentro das carreiras, em alguns casos, inferior à proposição original, de 15,8% para três anos, dentre outras impropriedades, o que levou as duas entidades representativas da Auditoria Fiscal a fazer a indicação de rejeição da proposta.
A votação se estendeu durante todo o dia, até as 18 horas, diante do adiamento da reunião que havia sido marcada, inicialmente, para as 15 horas. Agora, o encontro acontecerá às 20 horas, porém, não será restrito às entidades que representam o Grupo Fisco, tendo sido convidadas todas as entidades que negociaram com o governo ao longo desses meses. Será, portanto, uma reunião de fechamento da campanha salarial e não uma reunião de negociação.
Nas Assembleias presenciais em todo o Brasil os Auditores-Fiscais do Trabalho rejeitaram mais uma vez o que foi oferecido pelo governo. Na votação eletrônica a rejeição à proposta também foi a escolha da maioria. O resultado parcial aponta que a proposta foi rejeitada por 83,1% dos votantes.
Este resultado, na avaliação do Comando Nacional de Mobilização, demonstra que a categoria está fortalecida, solidária, com visão de futuro, pois aparentes ganhos imediatos podem se transformar em perdas e armadilhas mais adiante.
Para o Sinait a luta continua. As entidades deverão avaliar o movimento e estabelecer estratégias para o futuro próximo. A integração entre as carreiras é, sem dúvida, um legado permanente que fortalece cada uma das entidades e o conjunto das carreiras. A participação da categoria - ativos e aposentados - deu o respaldo necessário à diretoria do Sindicato Nacional para programar atividades, mobilizações, enfrentamentos que, na ponta, foram executadas com bravura pela base. Nada disso seria possível se não houvesse confiança na condução do processo da campanha salarial pelo Sinait.
A partir da próxima semana as atenções se concentrarão sobre os parlamentares que vão analisar a Lei Orçamentária Anual – LOA e as entidades continuarão na luta em busca de alterações no projeto orçamentário.