Campanha Salarial – Em protesto, Auditores-Fiscais distribuíram abacaxi, banana e abobrinha para a população em BH


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/08/2012



Mil cestas e mais de 1.500 panfletos foram distribuídos em frente à SRTE/MG. Ato contou com presença de Auditores-Fiscais da Receita Federal e sindicalistas de diversas categorias 


Pouco depois das 9 horas os Auditores-Fiscais do Trabalho começaram o Ato Público marcado para a manhã desta quarta-feira, 29 de agosto, em Belo Horizonte, em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/MG, região central da cidade. Dezenas de Auditores-Fiscais do Trabalho, cerca de 20 Auditores-Fiscais da Receita Federal e sindicalistas de diversas categorias participaram do evento, que teve também o apoio da Frente Mineira em Defesa do Serviço Público, que reúne entidades de servidores públicos federais e estaduais.

 

O diretor Marcos Botelho representou o Sinait no Ato Público e a Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho em Minas Gerais – AAFIT/MG foi representada pelo diretor Fábio Araújo.

 

Mil cestas contendo um abacaxi, abobrinha e um cacho de bananas foram distribuídas à população que passava pelo local, acompanhadas de um panfleto explicativo sobre a mobilização e a simbologia das frutas e legume escolhidos para compor o kit, além de folder da campanha institucional do Sinait sobre acidentes de trabalho.

 

Uma fila logo se formou quando começou a distribuição dos pacotes pelos Auditores-Fiscais do Trabalho. Levou cerca de uma hora para que as cestas se esgotassem.

 

Os cidadãos puderam ver banners de campanhas institucionais do Sinait contra acidentes de trabalho e contra o trabalho escravo. Faixas foram colocadas na entrada da SRTE/MG e no carro de som cedido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção de Belo Horizonte – SITCBH. As pessoas ouviram as falas de Auditores-Fiscais e sindicalistas esclarecendo as razões da mobilização, por melhores condições de trabalho, concurso público para recompor o quadro da categoria e reposição das perdas desde 2008.

 

Auditores-Fiscais e sindicalistas também falaram sobre a importância das atividades de fiscalização que evitam que o quadro de acidentes de trabalho seja ainda mais dramático do que já é em Minas e no Brasil. Sindicalistas falaram da parceria e da presença dos Auditores-Fiscais nos locais de trabalho, imprescindível para que os direitos sejam garantidos e respeitados, fazendo cumprir a CLT e a Constituição Federal.

 

Estiveram presentes representações de operários da construção civil, de eletricitários, de trabalhadores em transportes de valores, metalúrgicos, trabalhadores em panificação, trabalhadores da indústria extrativa, além de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, da Nova Central e da União Geral dos Trabalhadores.

 

Os trabalhadores também falaram das péssimas condições de trabalho que enfrentam em suas atividades e denunciaram altos índices de adoecimento, afastamentos e acidentes, que ferem, matam e mutilam. Este ano, somente na construção civil, morrem 30 operários no Estado de Minas Gerais. Para mudar este quadro, segundo eles, é preciso que o governo reconheça a importância dos Auditores-Fiscais do Trabalho, aumente o efetivo na fiscalização e invista no Ministério do Trabalho e Emprego. Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Valores levaram um caixão para simbolizar a situação penosa que vivem no quotidiano da atividade e os trabalhadores mortos em serviço.

 

Símbolos

Em protesto contra o baixo índice de reajuste oferecido aos servidores de carreiras de Estado, que sequer cobre as perdas inflacionárias desde 2008, os Auditores-Fiscais do Trabalho decidiram distribuir abacaxis, abobrinhas e bananas, que já são frutas e legume identificados com problemas e descaso no vocabulário popular.

 

O ABACAXI foi escolhido para compor a cesta para representar os problemas que os Auditores-Fiscais do Trabalho enfrentam no dia a dia, como a falta de pessoal para atender todas as demandas de fiscalização, os prédios sucateados que oferecem perigo aos servidores e usuários, a nomeação de Superintendentes por indicação política, enfim, uma situação de abandono vivido pelos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

A ABOBRINHA significa o discurso enganoso do governo que coloca a culpa do sucateamento e dos gastos sobre os servidores. O governo ficou no “blá, blá, blá” e não negociou verdadeiramente com o funcionalismo.

 

A BANANA é a resposta que o governo deu aos servidores que reivindicam melhoria das condições e serviços oferecidos à população e valorização das carreiras.

 

O evento atraiu a atenção de veículos da imprensa local.

 

Veja reportagem exibida pela TV Globo Minas no noticiário MGTV 1ª edição

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