Campanha Salarial - Carreiras de Estado rejeitam os 15,8% oferecidos pelo governo e apresentam proposta de reajuste

O Secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, aceitou levar ao governo a proposta de reajuste de 24% apresentada pelos servidores das carreiras de Estado (Grupo Subsídio, no entender do governo), neste sábado, 25 de agosto, durante reunião no Ministério


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
25/08/2012



Carreiras apresentaram proposta de reajuste de 24%. Sérgio Mendonça aceitou levar para análise do Executivo. Entidades querem retorno até segunda-feira, 27 


O Secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, aceitou levar ao governo a proposta de reajuste de 24% apresentada pelos servidores das carreiras de Estado (Grupo Subsídio, no entender do governo), neste sábado, 25 de agosto, durante reunião no Ministério. Na ocasião, os integrantes da União das Carreiras de Estado – UCE, grupo formado por 22 entidades, entre estas o Sinait, comunicaram oficialmente a Sérgio Mendonça que as categorias não aceitaram os 15,8% oferecidos pelo governo.

 

A proposta da UCE é um reajuste de 6%, em 2013, 8% em 2014 e 10% em 2015, totalizando os 24%, em três anos. O índice corresponde à inflação acumulada desde 2008.

 

O secretário de Relações do Trabalho disse que já estava orientado pelo governo e que tinha uma resposta aos servidores, mas diante da proposta apresentada se comprometeu a levar o pleito ao governo.

 

“Vamos fazer um esforço. Apesar de já termos uma resposta pronta, diante da proposta apresentada vamos analisar”, disse Mendonça.

 

As categorias pediram celeridade na negociação, pois dependendo da resposta do governo eles vão levar a proposta para suas bases para ser avaliada em Assembleias nesta terça-feira, 28 de agosto. Os representantes dos grupos Fisco, Carreiras Jurídicas, Segurança e Ciclo de Gestão e Finanças foram os porta-vozes das entidades que integram o Grupo Subsídio.

 

Servidor não é marajá

Pedro Delarue, que falou em nome do Grupo Fisco, abriu a reunião pedindo que o governo revisse sua posição. Ele reclamou do tratamento que os servidores vêm recebendo do Executivo, que abastece a mídia com informações distorcidas. “Sempre fomos aliados deste governo que não está tendo a compreensão para com os servidores que são seu braço direito”, desabafou. E completou: “A mídia nos tratar como marajás é uma coisa, mas a presidente da República dizer isso é inadmissível“, destacou Delarue, fazendo referência ao fato de a presidente tê-los rotulado de “Sangue Azul”.

 

Delarue deixou um registro em nome de todos: “Não somos “sangue azul” e sim trabalhadores”. Em nome da Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Receita Federal do Brasil, ele deixou claro que preferem voltar à mesa de negociação no ano que vem a aceitar os 15,8% oferecidos pelo governo, e que se isso ocorrer vai ser diferente, não vão aceitar as “derrapadas” do governo. 

 

Proposta é para acabar com o impasse

O representante do Ciclo de Gestão e Finanças, Eduardo Rodrigues da Silva, que apresentou a proposta dos 24%, em nome das entidades, disse que o valor cabe tranquilamente no Orçamento da União, sendo aproximadamente 3 bilhões de investimentos em 2014 e 5 bilhões em 2015. “Se o governo estiver disposto a sair do impasse que nos colocou, esta é uma boa proposta”, salientou. Ele também pediu que o governo se posicione sobre os pleitos setoriais de cada categoria até segunda-feira, 27, para que tudo isso seja levado em consideração no resultado final da negociação salarial. 

 

Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, do Grupo de Segurança, disse que os servidores das carreiras de Estado esperam que o governo tenha coerência nas negociações. “Não queremos saber pela imprensa o que está acontecendo no governo. Podemos discutir isso de forma civilizada como estamos fazendo aqui agora”. Ele também pediu a implementação da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho – OIT, que regulamenta o direito de greve no serviço público e implementa a negociação e a criação de uma data base para os servidores. 

 

Leôncio também questionou Sérgio Mendonça sobre as negociações do governo com o Judiciário. O secretário de Relações do Trabalho disse que o Judiciário está buscando um acordo com o Executivo, mas nos mesmos parâmetros dos 15,8%, oferecidos aos demais servidores.

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