Na terça e na quarta-feiras, em Campinas (SP), os Auditores-Fiscais do Trabalho realizaram o plantão de orientação ao público e homologação de rescisões contratuais na porta da Gerência Regional do Trabalho e Emprego. Eles conversaram com os trabalhadores esclarecendo sobre a falta de condições e estrutura da unidade e sobre as dificuldades que vivenciam no dia a dia da fiscalização.
O governo foi apontado como o responsável pelo desmantelamento do Ministério do Trabalho e Emprego, que tem como missão principal a proteção do trabalhador e do meio ambiente do trabalho.
A Gerência Regional de Campinas atende 34 cidades em seu entorno, entre elas a sede, que conta com cerca de um milhão e cem mil habitantes e é um grande pólo industrial. Apesar disso, conta com apenas 30 Auditores-Fiscais do Trabalho em sua estrutura. A seção de fiscalização tem somente uma servidora administrativa em atividade e outro que está em férias. A maior parte dos servidores administrativos admitidos no último concurso já pediu demissão em busca de melhores oportunidades. Os remanescentes, já aprovados em outros concursos, somente aguardam nomeação.
Auditores-Fiscais do Trabalho e servidores administrativos lutam por melhores salários como anuncia a imprensa, mas, acima de tudo, lutam pela ampliação do número de servidores e condições de trabalho dignas.
A diretora do Sinait, Ana Palmira Arruda Camargo, disse aos trabalhadores que os Auditores-Fiscais resistem a deflagrar uma greve por prazo indeterminado, especialmente por saber que o trabalhador ficará totalmente sem ter um refúgio em seu desamparo. A greve, afirmou ela, será o último recurso do servidor do MTE. Os trabalhadores, segundo ela, solidarizam-se com os servidores.