Coletiva das carreiras de Estado rebate falácia do governo sobre a política salarial de servidores


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
14/08/2012



O Sinait sediou nesta terça-feira, 14 de agosto, a coletiva de imprensa da União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado, que contou com a participação de repórteres internacionais, como da Agência Reuters, e da grande imprensa nacional. A União das Entidades reúne 22 entidades e cerca de 88 mil servidores e foi representada na coletiva pelo Grupo Fisco, do qual o Sinait é integrante, pelo Grupo de Gestão e de pelo Grupo Segurança.


Pedro Delarue, representando o Grupo Fisco, foi o porta-voz de todas as carreiras e esclareceu à imprensa que, ao contrário do que o governo vem alardeando, os números apresentados pelo Poder Executivo não refletem a realidade das contas públicas. De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, edição de maio de 2012, constata-se que cada vez menos se gasta com os servidores públicos.

 

Em 1995, por exemplo, o percentual de gastos com despesas de pessoal em relação à despesa corrente da União era de 29,8%. Em abril deste ano, essa relação despencou para 14,2%, conforme se observa na página 32 do Boletim, na tabela 1.15.

 

A despesa de encargos para pagamento de pessoal está, atualmente, no patamar mais baixo – em 4,3% do Produto Interno Bruto - PIB, incluindo aposentados e pensionistas. Fica claro que o país cresceu, arrecada mais, aumentou o número de servidores, porém deixou de investir proporcionalmente no serviço público.

 

Tais números são incontestáveis. E por causa disso, os servidores públicos não podem aceitar a manipulação dos dados que hoje são apresentados à sociedade por parte de autoridades do governo.

 

A incapacidade de negociação do governo e a falta de apresentação de propostas cada vez mais obriga as carreiras a deliberarem pela paralisação. As entidades representativas negociam com o governo há pelo menos dois anos. Nesse espaço de tempo, as autoridades se negam a apresentar uma solução aos pleitos do funcionalismo.

 

Essas categorias buscam a recuperação das perdas inflacionárias – como todo trabalhador, um direito garantido, sobretudo, por legislação internacional.

 

O funcionalismo exige respeito às suas reivindicações e está disposto a uma greve geral, em reforço às carreiras que já estão paralisadas. Vale reforçar que é por tempo indeterminado e na defesa de legítimos direitos.

 

O compromisso do governo com os servidores é de que até o final desta semana todas as carreiras serão chamadas para reuniões.  Para os representantes das carreiras de Estado o grupo está fechado na posição de não aceitar reajustes diferenciados . “Aguardamos uma proposta justa e equivalente à responsabilidade de todos que integram essas carreiras”, disse a presidente do Sinait, Rosangela Rassy.

 

Confira aqui o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, edição de Maio de 2012. 

 

Leia nota do Portal IG que anunciou a entrevista coletiva das carreiras de Estado:

 

13-8-2012 – Portal IG


 

Está marcada para amanhã, às 10h, no Ministério do Planejamento, a reunião da ministra Miriam Belchior com representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) para discutir o “carreirão” (massa do funcionalismo).

 

Até agora, mesmo depois do encontro de Dilma rousseff, nesta manhã, com Miram Belchior, nada foi informado oficialmente às centrais sindicais sobre uma nova proposta do governo. A expectativa é de que a ministra apresente alguma saída para as greves no encontro de amanhã.

 

Só para se ter noção do tamanho da crise, antes mesmo de ouvir Belchior,  a União das Carreiras de Estado (UCE), que reúne 22 sindicatos, convocou entrevista coletiva ás 11h para, segundo a UCE, “desmentir as informações divulgadas pelas autoridades do governo federal e fazer um balanço do movimento conjunto, bem como relatar as dificuldades encontradas nas negociações com o Palácio do Planalto – que tem se mostrado intransigente como comprova o Decreto 7.777/12″.

 

No comunicado, a UCE acusa o Planejamento de divulgar “números manipulados” sobre reajustes concedidos nos últimos anos.

 

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