O Sinait recebeu das entidades regionais notícias que repercutiram a mobilização dos Auditores-Fiscais do Trabalho localmente.
Confira:
8-8-2012 – G1 Santos
Servidores federais protestam em Santos por reajuste salarial
Auditores do trabalho, fiscais da receita e policiais federais protestaram.
Funcionários da ANVISA e do judiciário também aderiram ao protesto.
Diversas categorias da Baixada Santista aderiram a paralisações no Dia Nacional do Protesto, nesta quarta-feira (8). Servidores federais como auditores do trabalho, fiscais da receita, do judiciário, funcionários da ANVISA e policiais federais protestaram.
As paralisações começaram por volta das 8h em frente a sede do Ministério do Trabalho, no centro de Santos. Cerca de vinte auditores fiscais participaram do ato que, entre outras coisas, reivindicavam igualdade nos salários. “Reposição das perdas salariais de 30,19%, revisão da tabela remuneratória, adicional de zona inóspita e de locais de difícil acesso”, diz a auditora fiscal do trabalho Carmem Pinto Melo.
O movimento serve também para protestar contra um decreto da presidente Dilma Rousseff, de julho deste ano, que pune e substitui servidores federais em greve. “A gente está chamando de decreto fura greve porque ele determina a substituição de servidores públicos federais grevistas por servidores estaduais e municipais por convênios”.
Por volta das 10h30, funcionários da Receita Federal se mobilizaram. “A gente quer a reposição salarial. Não é aumento. Não falamos em índice porque cada categoria tem seu índice”, explica a auditora fiscal da Receita Federal Maria Cristina Euzébio. As outras categorias que protestaram na cidade foram os funcionários do judiciário federal, policiais federais e servidores da ANVISA.
8-8-2012 – Estado de Minas – Portal Uai
Servidores federais fazem paralisação de 24 horas em Belo Horizonte
Entidades da Frente Mineira de Defesa do Serviço Público cruzam os braços nesta quarta-feira. Policiais federais farão operação-padrão no Aeroporto de Confins à tarde. Delegados da PF também protestam.
Servidores federais fazem manifestação em frente ao Banco Central, na Praça da Assembleia, Santo Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira. As entidades que compõem a Frente Mineira de Defesa do Serviço Público, como a Polícia Federal, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Receita Federal, Banco Central realizam mobilização conjunta e fazem paralisação de 24 horas, que começou a valer às 9h de hoje.
As categorias vinham negociando com o governo reajuste salarial e melhores condições de trabalho desde o início do ano. Uma reunião com o ministro do Planejamento, Sérgio Mendonça, estava marcada pra o último 31 de julho, mas como o encontro foi remarcado para a semana de 13 a 17 de agosto e os servidores acham que não haverá proposta do governo, é importante chamar atenção, explica Marília Gomes, do Comando de Greve do Incra.
Operação-padrão em Confins
O Sindicato dos Policiais Federais em Minas (Sinpef-MG) programou para a tarde e a noite desta quarta-feira a realização de operação padrão no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, que aderiu à greve nacional da categoria, iniciada na terça-feira. A ação consiste em aumentar a fiscalização de bagagens, documentação e consultas ao sistema da PF. A revista minuciosa pode provocar a demora na liberação.
De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o desembarque de um voo da American Airlines vindo de Miami (EUA) ocorreu normalmente nesta manhã. Há outros quatro embarques e desembarques internacionais previstos para esta quarta-feira.
Delegados
Nesta quarta, os delegados da Polícia Federal de todo o país também vão cruzar os braços. De acordo com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), haverá um ato público às 10h30 em frente à Superintendencia Regional de Policia Federal em Belo Horizonte. De acordo com o sindicato, há uma defasagem salarial em toda a instituição. Caso o governo não sinalize nenhuma proposta, a cadegoria pode intensificar o movimento com paralisações de 48 horas, 72 horas e, por último, greve geral por tempo indeterminado.
8-8-2012 – CUT MG
Auditores-fiscais denunciam sucateamento do Ministério do Trabalho em ato público conjunto
Trabalhadores e trabalhadoras federais e estaduais fazem manifestação conjunta em frente ao Banco Central em defesa do serviço público
Os servidores públicos federais protestaram na manhã de quarta-feira (8) em frente ao Banco Central
Um grande Ato Público aconteceu na manhã desta quarta-feira (8), em Belo Horizonte, em frente à sede do Banco Central. Os auditores-fiscais do Trabalho se juntaram a servidores de carreiras de Estado e também do serviço público estadual, cujas entidades representativas se uniram na Frente Mineira em Defesa do Serviço Público.
Além dos policiais federais que estão em greve de advertência, também os funcionários do Banco Central fazem uma paralisação de 24 horas, e várias carreiras do funcionalismo estadual estão mobilizadas. O servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estão em greve há 40 dias.
Os auditores-fiscais do trabalho denunciaram o sucateamento do Ministério do Trabalho e Emprego, o que prejudica trabalhadores e servidores, e beneficia os maus empresários. Eles criticaram também o governo que, segundo os servidores, está usando a Lei de Acesso à Informação para passar uma imagem de transparência, porém, coloca em risco os servidores públicos ao divulgar os salários nominalmente.
Segundo os servidores e servidoras, ao não dar condições aos auditores-fiscais do trabalho para fiscalizar, sucateando o MTE e deixando a categoria ir minguando aos poucos, é o governo que falha com os trabalhadores, com as famílias de acidentados e com a sociedade. Por isso é preciso a mobilização, para cobrar concurso público e condições de trabalho, e preservação do salário, que é um direito constitucional.
Os dirigentes sindicais criticaram duramente o governo pela edição do Decreto 7.777, que autoriza a substituição de servidores em greve, considerado um instrumento autoritário. Também protestaram contra a falta de negociação do governo com as carreiras, o que é um ato desrespeitoso para com os servidores. Essas atitudes, disseram, serviram para unir os servidores de forma inédita, mostrando a força e a indignação do funcionalismo.
A segurança do Banco Central, de certa forma, reprimiu a manifestação das entidades ao proibir a utilização das faixas e banners levados pelas categorias. Durante apenas alguns segundos os Auditores-Fiscais abriram sua faixa para registrar o momento.
Por outro lado, este ato público, pela primeira vez em Belo Horizonte, atraiu veículos da imprensa local, cujos jornalistas cobriram o evento e entrevistaram as lideranças das categorias.