O Fórum das Carreiras Típicas de Estado – Frente Santos realizou diversas mobilizações na cidade nesta quarta-feira, 8 de agosto. Os protestos fazem parte da programação da mobilização nacional, que reuniu 22 categorias do serviço público em frente ao Bloco K do Ministério do Planejamento, as 14h30. Representantes da frente local do Fórum estiveram em Brasília para o ato.
A União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado é contra o Decreto 7.777/2012, editado pelo governo em 24 de julho e contra a falta de abertura de diálogo com os servidores. Há a promessa de iniciar uma conversa entre os dias 13 e 17 de agosto, mas nada foi efetivado.
Auditores-Fiscais do Trabalho
Os Auditores-Fiscais do Trabalho em Santos se mobilizaram com paralisação parcial das atividades de atendimento ao público e mesas redondas, como vem fazendo desde o dia 18 de junho. Uma das reivindicações da categoria é a realização de concurso público para a carreira, além de melhorias estruturais para trabalhar. O Sintracromos - Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil compareceu à manifestação em apoio aos Auditores-Fiscais.
O Sintracomos afirma que o número de Auditores é pequeno diante do número de obras existentes. “A Auditoria-Fiscal do Trabalho não tem condições de verificar as irregularidades na construção civil em Santos; imagine, então, na Região, e ainda fiscalizar o Porto.” Para os representantes do Sindicato, a falta de estrutura e mão de obra gera prejuízos aos trabalhadores.
Auditores-Fiscais aposentados afirmaram que a Presidente da Republica, hoje distante dos servidores, não vê que apenas buscam meios de atender de maneira digna e com excelência a população. Marcaram presença neste ato representantes do Sindminérios, Sindicato dos Empregados em Edifícios e Sindicato dos Urbanitários.
Outras categorias
A Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF) realizou paralisação de 24 horas, definida em assembleia. A categoria afirma que a intenção da paralisação é a reposição das perdas e a tentativa de forçar o governo a realizar um diálogo com os trabalhadores.
A Polícia Federal entrou em greve por tempo indeterminado na terça-feira, 7 de agosto. Os policiais federais dos 26 Estados do país e do Distrito Federal pedem reestruturação da carreira e reajuste do piso salarial da categoria. Em Santos houve entrega simbólica das armas na Polícia Federal.
Na Delegacia da Receita Federal e na Alfândega a paralisação parcial acontece três vezes na semana com operação crédito zero. Na quarta-feira houve paralisação em todo o país por 24 horas. Uma das reivindicações é exercer suas funções plenamente sem sofrer retaliações. A luta dos servidores federais é para manutenção dos direitos constitucionais e as medidas judiciais cabíveis estão estruturadas para lutar contra as medidas inconstitucionais tomadas pelo governo contra o movimento do funcionalismo. Diante do Decreto 7.777/2012, muitos cargos de chefia foram entregues por Auditores-Fiscais da Receita em todo o país.
Em greve desde 16 de julho, as Agências Reguladoras realizaram protesto em frente à Anvisa e à Alfândega, em Santos. O Sinagências fez barulho com apitos e cornetas. Os funcionários das agências afirmam que a paralisação só não é total em respeito à população, não ao Governo.
Para os servidores tenta-se vender a imagem de que o servidor não trabalha, mas fica provado que o serviço público é fundamental para o país quando nos deparamos com uma greve. As agências clamaram por melhores condições de trabalho.
Com informações do Fórum das Carreiras Típicas de Estado – Frente Santos