Notícias na mídia relatam falta de diálogo com o governo e a mobilização das categorias


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
06/08/2012



6-8-2012 - Sinait


As matérias veiculadas nos últimos dias na imprensa demonstram que o movimento grevista anda a passos largos. O foco das matérias é a posição dos servidores públicos questionando o fato de, até o momento, o governo federal não ter apresentado nenhuma contraproposta para as categorias.

 

Outra preocupação dos servidores públicos é aproximação do prazo final, dia 31 de agosto de 2012, para enviar ao Congresso Nacional a proposta da Lei Orçamentária Anual – LOA com a previsão orçamentária para 2013, na qual precisa constar a possibilidade de reajuste salarial para as carreiras de Estado.

 

A luta dos servidores se intensifica na quarta-feira, dia 8 de agosto, com o Dia Nacional de Mobilização em todos os Estados do Brasil. As categorias precisam mostrar união e fortalecimento para conseguir chamar a atenção do governo federal, com o objetivo de abrir um canal de negociação para as reivindicações apresentadas desde o ano passado.

 

Leiam as matérias que tratam do assunto:

 

3-8-2012 - Condsef

Sem avanços em negociações, greve geral do funcionalismo aumenta

 

No DF governo sofre nova derrota e segue impedido de cortar ponto dos servidores



BRASÍLIA - 03/08/12 - A menos de um mês do prazo final [31/08] para que o governo encaminhe projetos de lei ao Congresso Nacional com previsão orçamentária para 2013, a intransigência nos processos de negociação continua incentivando o reforço na greve geral do funcionalismo. Novas categorias anunciaram que podem aderir à paralisação por tempo indeterminado como é o caso da Polícia Federal, dos servidores do Judiciário e fiscais federais da Agricultura. No Executivo, segundo informações da Condsef, outras categorias também manifestam interesse em reforçar a unidade e pressão para garantir a apresentação de propostas do governo e o atendimento das reivindicações mais urgentes dos trabalhadores do setor público. Servidores da Imprensa Nacional pararam atividades por 24 horas interrompendo a publicação da edição do Diário Oficial da União [D.O.U] desta quinta. A categoria realiza nova assembleia amanhã para definir se aprova paralisação por tempo indeterminado. Servidores da SPU [Superintendência do Patrimônio da União] também podem aprovar greve.



A Condsef e o Comando Nacional de Greve continua recomendando a todos os sindicatos filiados que promovam assembleias em todo o Brasil com a categoria. Caso paralisem atividades, servidores do SPU podem comprometer a liberação de projetos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], ajudando em muito na pressão junto ao governo para apresentação de propostas ao conjunto dos servidores públicos federais.



Também nesta quinta veio do Distrito Federal uma notícia importante para o movimento. O governo perdeu recurso na Justiça e terá que devolver o dinheiro descontado da folha de pagamento de servidores em greve em no máximo 48 horas, via folha suplementar.



Ou devolve dinheiro dos servidores ou paga multa

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Márcio César Ribeiro, indeferiu o pedido do governo de suspender a liminar conquistada pelo Sindsep-DF, entidade filiada à Condsef. O dinheiro descontado dos servidores terá que ser devolvido em até dois dias. Caso não respeite a determinação da Justiça o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, autor da determinação de desconto no salário dos servidores, está sujeito a pagamento de multa individual de R$1.000 por dia, de sofrer responsabilidade penal e improbidade administrativa - perda do cargo - pelos eventuais descontos.



Nesta quinta [02] as assessorias jurídicas da Condsef e de outras entidades se reuniram para concluir a peça de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o Decreto 7.777/12. O decreto é considerado abusivo e uma afronta à democracia e determina a substituição de servidores grevistas por servidores de outras esferas de poder e até mesmo permite a contratação de terceirizados para assumir cargos ocupados por servidores de carreira. "Mesmo frente ao bombardeio e inúmeras tentativas do governo Dilma de acabar com a paralisação no setor público a greve só faz aumentar. A grande motivação continua sendo a do atendimento de reivindicações urgentes com apresentação imediata de uma proposta do governo que possa ser analisada pelos servidores em todo o Brasil na busca por um acordo", afirma a Confederação.

 

 

6-8-2012 – Amazonas em Tempo


 

Bruno Izidro

 

Fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e servidores da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia (Fiocruz) entraram em greve nesta segunda-feira (6).



Os servidores do Mapa reivindicam a alteração da denominação de carreira para auditor fiscal agropecuário, a realização de concurso público e ocupação de cargos. A paralisação não é total e pelo 30% dos fiscais continuaram a fiscalização de insumos, mas de forma lenta.



30% também é a quantidade de servidores da Fiocruz que continuam as atividades. O restante dos funcionários acompanha o movimento nacional e reivindicam a reestruturação do plano de carreira, além de aumento salarial.



Com a greve dos fiscais do Mapa e servidores da Fiocruz, um total de oito categorias de servidores federais está paralisado no Amazonas.



Os demais são os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (Inpa), Fundação Nacional do Índio (Funai), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além dos técnicos administrativos e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).



Policiais federais paralisam por três dias

Além dos servidores em greve por tempo indeterminado, os policiais federais no Amazonas iniciam paralisação de três dias a partir desta terça-feira (7).



A mobilização é em protesto pelas falhas nas negociações com o governo federal para reestruturação da carreira e dos salários dos policiais.



Durante esse período, todas as investigações em curso serão interrompidas, assim como a emissão de passaporte.

 

 

 

6-8-2012 – G1 DF

Servidores em greve ocupam prédio da reitoria da Universidade de Brasília

 

Sindicato pede aumento do piso salarial e melhorias no plano de carreira.

Decana diz que movimento é legítimo e tem o respeito da reitoria.

 

Servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) ocuparam, na manhã desta segunda-feira (6), o prédio da reitoria da instituição. Todas as entradas do edifício foram bloquedas com carros, cadeiras, faixas e fitas.

 

A decana de gestão de pessoas da UnB, Gilca Starling, afirmou que o movimento é legítimo. “Nós estamos acompanhando o movimento e o respeitamos. Esta é a posição da reitoria”, disse Gilca. Segundo a decana, já houve negociação com o grupo no início da manhã desta segunda. A previsão é que eles permaneçam no local o dia inteiro.



Representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) se reúnem, na tarde desta segunda, com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para tratar do movimento grevista nacional da categoria.

 

“Caso eles [servidores da UnB] decidam continuar com a ocupação amanhã [terça], vamos discutir que áreas do prédio serão abertas para não dificultar o trabalho em alguns setores”, afirmou Gilca.



Os servidores da instituição estão em greve desde o dia 11 de junho. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), entre as principais reivindicações da categoria, estão o piso salarial de três salários mínimos, melhorias no plano de carreira e paridade no vencimento de servidores ativos e inativos.



O coordenador-geral do Sintfub, Antônio Guedes, disse ao G1 que a ocupação da reitoria deverá continuar até o momento da reunião com o governo, quando o grupo deverá seguir para o Ministério do Planejamento. “Temos o menor piso salarial do executivo e há dois anos não temos nenhum reajuste. Pedimos 22,08% de aumento para toda a categoria, como parte da pauta geral do serviço público", declarou.

 

Professores

Na última segunda-feira (30),  os professore da Universidade de Brasília decidiram manter a paralisação iniciada no dia 21 de maio. Por 259 votos contra 54, os docentes rejeitaram a nova proposta apresentada pelo governo federal no dia 24.

 

Pela nova proposta, anunciada pela Federação dos Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), o reajuste mínimo passaria de 12% para 25%; o máximo, para professores com titulação maior e em dedicação exclusiva, permaneceria em 40%, além dos 4% já concedidos pelo governo por meio de medida provisória.

 

 

6-8-2012 – R7 Distrito Federal

Fiscais agropecuários federais entram em greve nesta segunda-feira

 

Entre as reivindicações está a realização de concurso público

 

Os fiscais agropecuários federais entraram em greve nesta segunda-feira (06). Entre as principais reivindicações dos servidores é a realização de concurso público para 1.500 fiscais, a criação de uma escola de formação para novos ingressos e a reciclagem de servidores ativos e a regulamentação do artigo que realiza processo seletivo para cargos em comissão.

 

Segundo o delegado sindical do Sindicato dos Fiscais Federais Agropecuários, Fernando Fagundes Fernandes, o agronegócio cresceu 340% enquanto o número de fiscais diminuiu.

 

— A paralisação é nacional. Precisamos atualmente de pelo menos seis mil servidores para cumprir a demanda de serviço.

 

A categoria também reivindica o reajuste salarial equivalente a aplicação da inflação desde 2010 e ao crescimento registrado pelo PIB (Produto Interno Bruto) que chega a 22,08%.

 

Manifestação da Polícia Civil do entorno fecha IML de Luziânia por 12 horas

Os ficais monitoram o trânsito de produtos nos portos aeroportos e fronteiras. Apenas as atividades consideradas essências não foram paralisadas totalmente. As certificações de exportações e a entrada e saída de produtos serão as principais atividades prejudicadas com a greve.

 

Cerca de 100 pessoas participam da manifestação realizada nesta segunda-feira (06) no anexo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), área central de Brasília. As atividades estarão paralisadas até que o governo sinalize alguma negociação com os fiscais. 

 

 

4/8/2012 – G1 Piauí

Professores mantêm greve e promovem ato público em frente à reitoria da UFPI

 

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (3), a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI), decidiu pela continuidade do movimento grevista. Por unanimidade, os campi de Parnaíba, Bom Jesus, Picos e Floriano seguiram os votos do Comando Local de Greve (CLG-UFPI).

 

No entendimento do CLG-UFPI, o governo federal nunca apresentou uma contraproposta e continua desrespeitando a categoria. Seguindo as recomendações do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), o movimento grevista tende a se intensificar e radicalizar.

“Agora, a greve dos professores federais irá realmente começar. O acordo assinado pelo Proifes com o governo federal em nada afeta a categoria que é representada por mais de 90 mil docentes. A greve vai continuar em face do autoritarismo, arbitrariedade e unilateralismo propostos nas negociações”, afirmou o professor Osmar Júnior, integrante do Comando Local de Greve.

 

De acordo com o ANDES-SN, o governo tenta anular a pauta de reivindicação dos sindicatos através da assinatura de um "acordo” com o Proifes, que representa apenas cinco universidades, desprezando as deliberações dos docentes em greve.

 

O presidente da ADUFPI, Mário Ângelo afirmou que um ato público acontecerá no dia 08 de agosto em frente a reitoria da Universidade Federal do Piauí.

 

“Durante a assembleia todos os presentes manifestaram-se favoráveis a realização de um ato público para um esclarecimento sobre a continuidade da greve. Não só os estudantes devem comparecer, a sociedade em geral está convidada a entender os motivos que levaram 61 assembleias a rejeitarem as propostas apresentadas até agora”, destacou o presidente da ADUFPI.

 

Com a intensificação da greve nos próximos dias, os professores acreditam que um novo canal de negociação será aberto.

 

 

1/8/2012 – Valor Econômico

Casa das Caldeiras - Pesadelo de Dilma

 

O segundo semestre prometia tempos difíceis para a presidente Dilma Rousseff. Estava marcado o julgamento do mensalão. Havia um sinal, mas não estava na agenda a crescente mobilização de servidores públicos por aumento de salários com potencial de repercussões fiscais pra lá de relevantes. Totalmente fora do programa estava a manifestação de caminhoneiros que se espalhou pelas estradas brasileiras contra mudanças recentes na jornada de trabalho previstas no Estatuto do Motorista.  Ontem o governo cedeu e os caminhoneiros decidiram suspender os bloqueios. Com essas pressões, a perspectiva de que o governo poderia se dedicar integralmente a novas medidas de incentivo ao crescimento econômico não parece verdadeira. E não por falta de vontade do governo. Falta tempo.

 

O governo segue focado na necessidade de patrocinar o investimento e puxar a economia, mas passou a ser atordoado pela paralisação parcial do funcionalismo há mais de 40 dias em busca de um aumento linear de 22% para todas as categorias. Os professores de universidades federais são os recordistas. Estão em greve há 80 dias. A presidente tem um problema e é arriscado prever o desfecho. O governo deve apresentar uma posição ao pedido de reajuste salarial à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal na semana de 13 de agosto. Está longe, portanto, a definição desses gastos possíveis ou prováveis em 2013 que passarão a ser embutidos nos cálculos de projeções de indicadores macroeconômicos.

 

Hoje, o movimento será turbinado. Os servidores federais do Judiciário no Distrito Federal aderem à paralisação dos funcionários públicos. E já foi aprovada pela Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal um indicativo de greve para a categoria em todo o país. Em Mato Grosso e Rio de Janeiro, os servidores dessa categoria param daqui a uma semana – em 8 de agosto.

Também em 8 de agosto, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil pode realizar uma paralisação nacional de 24 horas nas repartições aduaneiras da instituição, inclusive na sede, em Brasília. Essa parada será definida hoje em assembleias nas delegacias da Receita Federal em todo o país.

 

Paralelamente à greve, nesta quarta-feira, 31 entidades nacionais que representam os servidores públicos realizam um encontro para decidir qual medida adotar contra a substituição de servidores em greve por funcionários estaduais ou municipais. Essa possibilidade de substituição – colocada pelo Decreto  7.777, publicado há dez dias – se transformou em outro tormento. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) já se posicionou contra e pelo menos duas entidades nacionais admitem contestar o texto na Justiça.

 

Esse ambiente conflagrado não é o que se pode chamar de ideal para um governo empenhado em despertar o ânimo do empresariado para investir – um convite recorrente na gestão da presidente Dilma. Os meses antecedentes às eleições costumam ser tradicionalmente mais conturbados, pela estratégia das entidades sindicais de apostar na maior atenção dos atores políticos às reivindicações trabalhistas e sociais. Desta vez, os ingredientes econômicos, marcados pelo indigesto declínio da atividade e do emprego, não contribuem para que o governo ostente um cardápio mais atraente e faça da economia sua peça de resistência política, como no período do ex-presidente Lula. Tudo somado, o saldo pode ser traduzido pelo duplo desafio de equilibrar agendas negativas tanto na política como na economia.

 

 

1/8/2012 – Condesef

Para combater intransigência do governo: Vem aí mais um Dia Nacional de Luta e outro grande acampamento em Brasília

 

A mobilização dos servidores públicos federais em todo o Brasil segue intensa. A categoria não dará trégua até que o governo apresente propostas concretas às reivindicações mais urgentes dos setores em greve em todo o Brasil. Nesta quarta-feira, representantes de onze entidades que integram o Fórum Nacional em defesa dos servidores e serviços públicos com categorias em greve e mobilizadas participaram de uma reunião na sede da Condsef, em Brasília. No encontro foram analisadas de forma muito positiva as últimas manifestações promovidas em todo o Brasil, incluindo o Dia Nacional de Luta desta terça-feira, 31/7, que levou milhares de servidores às ruas para cobrar a apresentação de propostas imediatas do governo Dilma às reivindicações do setor público. O anúncio feito pelo Ministério do Planejamento de adiar a apresentação de respostas aos servidores apenas para a 2ª quinzena de agosto motivou ainda mais a luta. A greve deve continuar crescendo. Para reforçar ainda mais esse movimento de luta e cobrar do governo uma proposta que atenda às reivindicações dos servidores, as entidades aprovaram um novo calendário de atividades que prevê mais um Dia Nacional de Luta no dia 9 de agosto e outro grande acampamento em Brasília entre os dias 13 e 17 de agosto.

 

A greve geral do setor público enfrentado pelo governo Dilma já é uma das maiores na história do movimento de luta dos servidores federais. A principal motivação do movimento é garantir a apresentação de propostas concretas à categoria (até agora somente os docentes receberam proposta que foi rejeitada pela maioria dos servidores). O atendimento das reivindicações mais urgentes, entre elas a reestruturação das carreiras no Executivo, é outro motivador do movimento. A meta é assegurar a apresentação imediata de propostas já que o governo tem só até o dia 31 de agosto para encaminhar ao Congresso Nacional projetos de lei com previsão orçamentária para 2013.

 

Os servidores querem ter a oportunidade de analisar as propostas para que haja possibilidade de se buscar um acordo nas negociações. O maior temor é que se repita o que ocorreu em 2011 quando o governo enviou somente no dia 31 de agosto um projeto de lei ao Congresso que terminou se transformando na MP 568/12. A MP continha itens que sequer foram negociados com os servidores, um dos motivos que levou a medida a ter mais de 450 emendas anexadas na tentativa de corrigir os problemas que prejudicaram milhares de servidores.

 

Combate às tentativas de retaliar o movimento – As assessorias jurídicas da Condsef, Sinagências, Fenasps e CNTSS estão unidas finalizando uma proposta de Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o Decreto 7.777/12 que permite a substituição de servidores grevistas por servidores estaduais, municipais e até o absurdo de aprovar contratação de terceirizados. O Decreto é considerado inaceitável e uma tentativa arbitrária do governo Dilma de tentar acabar com o movimento legítimo de greve em curso. As entidades sindicais também vão levar a denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra essa atitude antissindical do governo brasileiro com relação aos trabalhadores. O governo também continua tentando cortar o ponto dos servidores em greve e no Distrito Federal já foi derrotado por uma liminar conquistada pelo Sindsep-DF, entidade filiada à Condsef.

 

A orientação da Confederação e do Comando Nacional de Greve continua sendo o de manter a pressão total junto ao governo pela apresentação imediata de propostas concretas. As tentativas de retaliação à greve vão continuar sendo combatidas pelas assessorias jurídicas e as entidades vão continuar trabalhando para que nenhum servidor sofra qualquer tipo de prejuízo por participar de uma luta legítima e direito de toda a classe trabalhadora. A busca por negociação e legalidade da greve viraram até música que tem embalado os protestos em Brasília para que Dilma finalmente negocie com os servidores.

 

O objetivo de todas as atividades de mobilização promovidas este ano e que ainda devem ocorrer continua sendo o de chamar atenção do governo para a necessidade de buscar avanços urgentes nos processos de negociação com a apresentação imediata de propostas que atendam às reivindicações dos servidores. A expectativa continua sendo de que avanços nas negociações sejam alcançados e para isso a mobilização deve ser reforçada.

 

 

31/7/2012 - www.cartamaior.com.br

Postura do governo pode radicalizar greve dos servidores públicos federais 

 

Prolongamento das negociações aliado a medidas duras, como corte de ponto e decreto 7777, acirram ânimo do movimento grevista que deve elevar o tom em ato nesta terça-feira (31) na Esplanada dos Ministérios. Trabalhadores do Judiciário do Distrito Federal vão aderir à greve na quarta-feira (1°). “Governo precisa negociar. E negociação não é só receber o movimento, mas ter proposta concreta pros problemas”, diz Vagner Freitas, da CUT.

 

Vinicius Mansur

 

Brasília – Após o anúncio do corte de ponto dos servidores em greve e do Decreto n° 7.777, que autoriza a substituição dos funcionários públicos federais paralisados por funcionários estaduais ou municipais, o governo federal tomou mais uma medida que irritou o movimento grevista. Nesta segunda-feira (30), o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) adiou para o dia 13 de agosto a reunião que faria com eles nesta terça-feira (31). O adiamento em duas semanas deixa ainda mais tensa a relação com os trabalhadores, que realizam uma mobilização na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, hoje pela manhã.

Na reunião prevista, o MPOG apresentaria a sua contraproposta aos servidores, que reivindicaram inicialmente a correção da inflação desde 2010 e a aplicação do crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), o que representaria um reajuste salarial de 22,08%.

 

O dia 31 de julho havia sido acordado como prazo limite para o governo apresentar uma proposta. Com o adiamento, os grevistas terão menos tempo para negociação com o Executivo e para remeter a proposta a suas bases, uma vez que 31 de agosto é o prazo para o governo enviar a previsão orçamentária ao Congresso.

 

“Posturas como a de hoje [ontem], unilaterais, não ajudam o desfecho do processo. O governo precisa negociar. E negociação não é receber o movimento – isso o governo faz e é importante -, mas ter proposta concreta para os problemas. O governo tem a responsabilidade, inclusive com aqueles que o elegeu, de vir pro diálogo e resolver a questão, não com imposição”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, que em seguida citou a proposta feita aos professores das universidades federais como bom exemplo de negociação.

 

Com relação ao Decreto 7.777, Freitas afirmou que as centrais sindicais irão se reunir ainda esta semana para decidir qual medida conjunta adotar.

 

Quanto ao corte de ponto, os servidores do Distrito Federal (DF) conseguiram na Justiça, na semana passada, uma liminar suspendendo a medida, apenas para os trabalhadores do DF, mas abrindo precedente para todo o país. O MPOG, por sua vez, já informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) está recorrendo da decisão.

 

Greve no Judiciário

Em conjunto com o Freitas, os representantes dos trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União, Jailton Assis e José Carlos de Oliveira, se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, na noite desta segunda-feira, para pedir apoio às reivindicações da categoria que quer um aumento médio de 32,48% nos gastos de pessoal da Justiça.

 

Segundo Oliveira, os salários estão congelados desde 2006 e o presidente do STF se comprometeu em prever na proposta do Judiciário os recursos para o reajuste dos funcionários, em quatro parcelas. A proposta orçamentária do Judiciário deve ser enviada até 15 de agosto para o Executivo.

 

A partir desta quarta-feira (1°) os servidores do Judiciário em Brasília entrarão de greve. Em São Paulo e Mato Grosso o movimento começará no próximo dia 8. “O objetivo é que até 15 de agosto todos os funcionários do Judiciário estejam em greve”, disse Oliveira. De acordo com os números do sindicato, a categoria possui cerca de 20 mil servidores em Brasília e 110 mil em todo Brasil.

 

Questionado por um jornalista sobre o possível atraso que a greve poderia ocasionar no julgamento do mensalão, a ser iniciado pelo STF no próximo dia 2, Jailton Assis ressaltou que foram feitas 5 greves nos últimos 3 anos com pautas muito semelhantes à atual, que a greve é nacional, não só em Brasília, e completou: “Quem faz qualquer tipo de julgamento é a magistratura, nós não vamos aceitar nenhuma colocação de que os servidores estão atrasando qualquer tipo de julgamento”.

 

 

6/8/2012 – Últimas CUT – escrito pelo Sindjus-DF

Greve no DF tem novas adesões e movimento cresce no TSE

 

A greve dos servidores do Distrito Federal entrou nesta sexta-feira [3] no seu terceiro dia. E segundo avaliação do Sindjus-DF, o movimento vem crescendo nos locais de trabalho, como no TSE, onde a greve vem numa curva ascendente. De acordo com o dirigente Jean Loiola o crescimento acontece graças à participação dos servidores que têm lutado pela união do TSE em torno da valorização salarial da categoria. Se no primeiro dia, 20% dos servidores do tribunal paralisaram suas atividades, no segundo esse número se aproximou da casa dos 30%. Segundo o Sindjus-DF, a expectativa é de que esse percentual continue em ascensão, visto que tradicionalmente o TSE conta com servidores bastante atuantes em movimentos como esse.

 

“Temos que reconhecer o esforço de novas lideranças no tribunal, tais como o Wagner e a Susan, entre outros colegas para que a greve no TSE seja um sucesso e contribua para a conquista do nosso reajuste salarial”, destacou Jean, que está bastante otimista com a realidade encontrada no tribunal durante esses dias de mobilização.

 

O segundo dia de greve contou com um arrastão de convencimento e conscientização no prédio onde funciona a informática e também com piquetes bem animados. Além disso, utilizando da criatividade, os servidores repetiram a ideia do “muro das lamentações”, demonstrando toda a indignação da categoria com o arrocho salarial, bem como todo tratamento desrespeitoso que estão sofrendo por parte do Executivo.

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