Campanha Salarial – Notícias da mobilização do funcionalismo na mídia


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
02/08/2012



Jornais e sites noticiosos continuam dando repercussão à mobilização do funcionalismo que esta semana teve várias atividades em Brasília e nos Estados no Dia Nacional de Luta, em 31 de julho. A maioria das notícias dá voz ao governo que mantém o discurso de arrocho devido à crise internacional. 


Nesta quinta-feira, 2 de agosto, o destaque é para a queda na balança comercial creditada, em parte, à operação padrão dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil e à greve dos servidores da Anvisa. Também a negociação do governo com os professores está no centro de atenções, pois dois das três entidades que negociam não aceitaram o acordo proposto. Os professores querem muito mais do que um reajuste salarial: reivindicam a ajuste de graves distorções na carreira.

 

Veja notícias sobre as mobilizações e paralisações:

 

1º-8-2012 – Agência Câmara

Deputados pedem ao governo retomada do diálogo com servidores em greve

 

Deputados reuniram-se nesta quarta-feira com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar da greve nas universidades federais. Os parlamentares pediram à ministra que as negociações com representantes dos professores e servidores sejam reabertas, mesmo que o governo ainda não tenha definido uma proposta de reajuste. Na segunda-feira a ministra comunicou a todas as entidades sindicais de servidores que o governo só retomaria o diálogo a partir do dia 13 de agosto.

 

Os parlamentares que participaram da reunião integram as comissões de Educação e Cultura, e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Segundo o presidente da Comissão de Educação, deputado Newton Lima (PT-SP), a ministra não se comprometeu com a volta imediata das negociações, mas ficou de pensar no assunto.

 

Os deputados também pediram uma solução conjunta para os professores e os técnicos administrativos das universidades, que apresentaram propostas de reajuste salarial diferentes para o governo. Segundo os parlamentares, o atendimento de apenas uma das categorias não acabaria com a paralisação das aulas nas universidades. Os professores estão em greve desde 17 de maio. Já os técnicos deflagraram o movimento em 11 de junho.

 

Outras categorias

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que também participou do encontro, disse que os parlamentares pediram a retomada do diálogo com todas as categorias do funcionalismo em greve. Além de servidores das universidades, a paralisação atinge diversos órgãos do Executivo, como a Fundação Osvaldo Cruz, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com Alencar, o governo está “muito tímido na negociação”. Ele afirmou que o Executivo tem que ser mais sensível às propostas dos servidores. “Um dia de greve, em qualquer setor, deveria ser olhado com aflição pelo Executivo”, disse Alencar. “O governo tem que negociar à exaustão”.

 

Números finais

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), disse que o governo não tem como definir, neste momento, os percentuais de aumento para todas as categorias. Segundo ele, isso só será possível após o fechamento dos números da proposta orçamentária para 2013, tarefa que ainda está sendo executada pelos ministérios. A proposta do orçamento do próximo ano deve ser enviada ao Congresso no dia 31 de agosto.

 

“Não tem como tomar uma decisão sobre uma categoria. É preciso, primeiro, definir um valor global, e, a partir dele, pensar o que será possível de oferecer em termos de composição salarial para cada uma das carreiras. Isso só deverá acontecer lá pela segunda quinzena de agosto”, afirmou Pimenta.

 

Reportagem - Janary Júnior

Edição – Regina Céli Assumpção

 

 

2-8-2012 – Valor Econômico

Greves afetam balança comercial e saldo de julho recua 8% sobre 2011

 

Por Sergio Leo | De Brasília

 

Afetado pelas greves dos fiscais da receita e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o comércio exterior brasileiro alcançou um superávit de quase US$ 2,9 bilhões em julho, 8,3% abaixo do resultado de julho do ano passado, mas acima das expectativas dos especialistas. No mês, tanto as compras quanto as vendas externas do país caíram 10% em relação ao mesmo período de 2011.

 

No acumulado do ano as importações acumularam recorde, com US$ 128,3 bilhões, aumento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações somaram US$ 138,2 bilhões, enquanto o saldo ficou em US$ 9,9 bilhões, 38% inferior ao dos mesmos sete meses de 2011.

 

Para o Ministério do Desenvolvimento, a crise econômica mundial, que também afeta o resultado da balança comercial, não permitirá que a recuperação, tanto de importações quanto de exportações seja tão forte quanto a registrada em maio de 2008, após a greve da Receita naquele ano, que fez cair compras e vendas com o exterior.

 

"Até acho que importações podem ter sido mais atingidas que exportações (por causa das greves), porque tem liberação de cargas, anuência da Anvisa, mas não dá para separar o efeito", comentou o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, ao anunciar o resultado do comércio brasileiro em julho.

 

O reflexo das greves sobre a balança comercial divide especialistas. Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior Brasileiro (AEB), José Augusto de Castro, a relativa manutenção das médias diárias de exportação, em julho, e a queda forte nas importações de petróleo, quase 35%, indicam que o efeito das greves têm pesado mais fortemente sobre as compras externas que, nota ele, só estão maiores, pela média diária, que as de janeiro.

 

Para Rodrigo Branco, da Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex), porém, o efeito não teve importância suficiente para provocar um desvio em relação às tendências para o ano. Apesar de surpreso pelo superávit de quase US$ 2,9 bilhões (ele esperava cerca de US$ 2 bilhões), Castro mantém sua expectativa de um saldo de US$ 8 bilhões em 2012. Branco mantém a previsão entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões para o saldo do ano.

 

Um detalhe que chamou a atenção dos analistas foi a queda relativamente menor das exportações de produtos manufaturados, que ficaram 7,6% abaixo dos valores de julho de 2011. Alguns produtos sofreram quedas fortes nas vendas, porém, como açúcar refinado (menos 57%), óxidos e hidróxidos de alumínio (menos 55%) e polímeros plásticos (menos 24,5%). As exportações de produtos semimanufaturados caíram 12,5%, especialmente alumínio em bruto (menos 54,9%) e semimanufaturados de ferro e aço (menos 55%).

O forte aumento das vendas de milho, quase 399% acima do valor de julho de 2011, beneficiadas pela seca e quebra na produção nos EUA, e a continuidade do aumento nas exportações de soja (16,6% a mais) não foi suficiente para evitar que o conjunto de produtos básicos tivesse uma queda, de 10,7%, puxada pelos dois principais produtos de exportação brasileiros, minério de ferro (queda de 27,5%) e petróleo (menos 36,4%).

 

Reflexo da retração dos mercados mundiais, o mau resultado das exportações não inspira otimismo no governo. Mas, devido às distorções nas estatísticas provocadas pelas greves, o Mdic decidiu adiar a revisão das metas para exportações deste ano, segundo Teixeira.

 

"Apesar da crise, não houve queda brusca nas exportações e, em 12 meses, a queda nas vendas de manufaturados é menor que as de básicos e semimanufaturados", comentou Branco, da Funcex.

 

 

2-8-2012 – Valor Econômico

Professores rejeitam proposta de reajuste do governo

 

Por Lucas Marchesini e Maíra Magro | De Brasília

 

Os professores das universidades federais decidiram rejeitar a proposta de reajuste salarial feita pelo governo federal no mês passado, segundo lideranças dos dois principais sindicatos nacionais, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). A proposta previa reajuste entre 25% e 40%, escalonado em três anos e de acordo com o cargo e a titulação do docente.

 

"Agora, a responsabilidade está no colo deles [do governo], de elaborar uma proposta que atenda minimamente as reivindicações da categoria", disse David Lobão, coordenador-geral do Sinasefe. Segundo ele, "ninguém é louco de achar que todas as demandas serão atendidas, mas tem que contemplar um pouco, pelo menos". Docentes de 57 das 59 universidades e de 33 dos 37 institutos federais estão em greve há 72 dias.

 

Segundo Lobão, a rejeição mostra que os docentes de universidades e institutos federais de ensino técnico estão buscando uma reestruturação da carreira, e não simplesmente "aumentos".

 

Ontem, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que as portas das negociações não estão fechadas, mas voltou a dizer que o governo não pode atender ao pedido de aumento salarial linear de 22%.

A ministra recebeu parlamentares das comissões de Educação e Cultura e Trabalho, Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado Vicente Salistre (PSB-RS), a ministra disse que "quer negociar, então pode ser que haja uma proposta a partir do dia 13".

 

Os policiais federais também ameaçam cruzar os braços a partir da semana que vem. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aprovou indicativo de greve geral da categoria, que reivindica aumento salarial, reestruturação de carreira e a saída do atual diretor-geral da corporação, Leandro Daiello.

 

 

2-8-2012 – Correio Braziliense

Greve ganha adeptos

 

ANA CAROLINA DINARDO

 

Policiais federais e funcionários do Judiciário do DF optam pela paralisação. Fiscais decidem na segunda-feira

 

Os servidores públicos federais resolveram adotar a política do toma lá dá cá. Depois das últimas decisões do governo federal, o movimento grevista nacional tem ganhado força com novas adesões. Ontem foi a vez dos funcionários do Poder Judiciário do Distrito Federal cruzarem os braços. Eles fizeram piquetes em prol da campanha salarial 2012 por todos os fóruns e tribunais superiores da capital federal. A categoria alega que não recebe reajustes salariais há três anos. O benefício depende da aprovação do Projeto de Lei nº 6.613/09 — que prevê aumento de 30% —, parado no Senado.

 

Outras categorias que decidiram ir às ruas protestar foram a Polícia Federal e a dos servidores das agências reguladoras. Depois de aprovar greve geral a partir da próxima terça-feira, os policiais federais fizeram um ato na Praça dos Três Poderes. Eles dizem que também negociam a reestruturação salarial e da carreira há três anos. As atividades em fronteiras, portos e aeroportos devem ficar ainda mais prejudicadas. Os profissionais planejam uma manifestação em Brasília na terça-feira.

 

Já os funcionários das agências reguladoras fizeram ontem a 2ª Marcha da Regulação. "Não adianta o governo nos ameaçar. Essa atitude só nos tornou mais fortes", disse o presidente do Sinagências, João Maria Medeiros. O ato ocorreu nos 26 estados e no DF. Os fiscais federais agropecuários também vão cruzar os braços na próxima segunda-feira. Responsável pela fiscalização de toda a produção animal e agrícola que chega e sai do país, a categoria reivindica reestruturação da carreira e reforço do efetivo.

O ministro da Secretaria Geral da República, Gilberto Carvalho, pediu ontem maturidade aos grevistas.

 

Segundo ele, o governo está fazendo o que pode para atender às reivindicações. Ele voltou a dizer, porém, que a prioridade do Executivo é o setor privado. "Estamos procurando empregar toda a nossa sobra fiscal para estimular a indústria, a agricultura, os serviços e o comércio, que nos preocupam mais", frisou  "Ao longo de agosto, ainda dialogaremos e apresentaremos os nossos estudos", finalizou.

 

Ponto cortado

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou ontem, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com recurso contra a decisão que impede o desconto dos dias parados dos grevistas. Em recente julgamento de caso semelhante, o presidente do STJ, Ari Pargendler, considerou válido o corte de ponto de servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, em Pernambuco, que estavam parados. O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep) no DF havia acionado a Justiça para que a Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento não cortasse o ponto daqueles que participam da greve deflagrada no serviço público federal. Os advogados da União reforçam que os descontos não afrontam o princípio da irredutibilidade de vencimentos. (Colaborou Juliana Braga)

 

 

 

2-8-2012 – Correio Braziliense

Imprensa Oficial para

 

Os servidores da Imprensa Nacional decidiram fazer greve por 24 horas para chamar a atenção do governo para os seus pleitos. Entre eles, reajuste salarial, concursos para completar o quadro de funcionários e melhores condições de trabalho. Com a paralisação, o Diário Oficial da União não deve circular nesta quinta-feira.

 

A categoria volta ao trabalho hoje, às 16h, e se reúne amanhã para deliberar sobre outras paralisações nos próximos dias. A presidente da Associação dos Servidores Públicos da Imprensa Nacional (Asdin), Denise Maria do Amaral, disse que, além de boa parte dos trabalhadores ativos estar próxima da aposentadoria, o número de funcionários é reduzido. "O governo precisa atender aos nossos pedidos, pois a tendência é que a carreira fique cada vez mais defasada", ressaltou.

 

Outras categorias que reivindicam aumento de salários estão engrossando o movimento grevista dos servidores públicos federais. Os trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado a partir de segunda-feira. Segundo o Sindicato, a paralisação será mantida até que o Ministério do Planejamento apresente uma proposta concreta de reajuste salarial. Na última terça-feira, os trabalhadores da Fiocruz aderiram ao Dia Nacional de Lutas, que teve manifestações em vários estados. No Rio de Janeiro, eles participaram de atos no Instituto Fernandes Figueira.

 

 

2-8-2012 – Diário do Comércio, Indústria e Serviços (SP)

Gilberto Carvalho diz que governo espera bom-senso de servidores em greve

 

BRASÍLIA - Diante do acirramento da greve de servidores públicos federais, que em alguns setores já passa de dois meses e meio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência...

 

Agência Brasil

 


BRASÍLIA - Diante do acirramento da greve de servidores públicos federais, que em alguns setores já passa de dois meses e meio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira (1°) que o governo espera “bom-senso” e “compreensão” dos grevistas e que, diante da crise, a preocupação é manter o emprego dos trabalhadores que não têm estabilidade.

 

Carvalho reiterou o argumento de que a greve foi convocada antes do posicionamento formal do governo sobre a possibilidade de reajustes ao funcionalismo. “O Ministério do Planejamento segue conduzindo as negociações conforme foi combinado, então tenho esperança de que prevaleça o bom senso e de que haja compreensão de que o momento, no mundo, exige muito cuidado nosso e que os funcionários levem em conta que não se pode fazer uma greve antes de ter uma palavra final do governo. Estranhamos esse processo de greve sem que nós tenhamos nos posicionado ainda”, disse.

 

Apesar de não ter apresentando uma negativa oficial às reivindicações de reajuste, o governo tem sinalizado que não autorizará aumento de gastos diante do cenário de crise financeira internacional. Para o ministro, agosto é um mês de “estudo e análise” e que o governo não quer arriscar oferecer propostas que não possa bancar.

 

Apesar de repeitar o movimento dos servidores, Carvalho ressaltou que o governo está preocupado com os empregos de trabalhadores que não têm estabilidade e que estão sob risco de demissões em massa em setores como o da indústria automobilística. “Temos que nos preocupar muito com o emprego daqueles que não têm estabilidade. Toda a nossa sobra fiscal, o espaço fiscal, nós estamos procurando empregar para estimular a indústria, a agricultura, os serviços, o comércio, porque esses que nos preocupam mais”, declarou.

 

Em assembleia hoje, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) decidiu convocar para o dia 9 deste mês manifestações nacionais das categorias em greve para pressionar o governo. Os grevistas esperavam uma proposta do Ministério do Planejamento até ontem, 31 de julho, mas a negociação só deve ser retomada entre dias 13 e 17 deste mês. De acordo com os servidores, há urgência na definição dos reajustes porque a partir de 30 de agosto não será possível fazer modificações na previsão orçamentária para 2013.

 

 

 

2-8-2012 – O Estado de São Paulo

Greves afetam saldo da balança comercial de julho

 

RENATA VERÍSSIMO

 

Superávit de US$ 2,88 bilhões, o segundo maior no ano, não pode ser considerado indicador de recuperação do comércio exterior



Depois de um valor pífio em junho, a balança comercial brasileira fechou julho com o segundo melhor superávit mensal do ano: US$ 2,88 bilhões. O resultado, no entanto, não pode ser considerado uma recuperação do comércio exterior. Os dados estão afetados pela greve da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que tem atrasado os despachos aduaneiros nos portos do País.

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) espera o fim da paralisação para traçar um cenário mais claro para a balança comercial neste semestre. "Eu não sei ainda o que tem de inflexão em relação à paralisação. A gente vai esperar normalizar o quadro para fazer uma análise tranquila, clara e serena do processo", afirmou o secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira.

 

Ele não descarta a possibilidade de ter que reduzir a meta de exportação para este ano, de US$ 264 bilhões. Segundo ele, o movimento grevista prejudica o registro tanto das exportações quanto das importações, mas deve impactar mais os dados das compras internacionais.

 

As exportações somaram em julho US$ 21 bilhões e as importações, US$ 18,12 bilhões, queda em ambos os casos na comparação com julho de 2011, quando foram registrados recordes para o mês. A média diária das vendas externas somou US$ 954,8 milhões, com retração de 9,9%. A média diária das importações foi de US$ 823,9 milhões, 9,5% menor que julho do ano passado.

 

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, não acredita em uma recuperação vigorosa da balança nos próximos meses. "Não quer dizer que quando acabar o movimento de greve haja um aumento tão expressivo da média diária em função, exatamente, do cenário externo difícil que tivemos este ano. Pode se esperar alguma recuperação em termos de média diária no mês seguinte ao fim da operação na Receita e na Anvisa", disse.

 

Mesmo com o bom saldo de julho, o superávit comercial nos primeiros sete meses de 2012 somou US$ 9,95 bilhões, 38,2% a menos que no mesmo período do ano passado. As importações no ano foram recordes para o período ao somarem US$ 128,27 bilhões, alta de 3,1% em relação ao mesmo período de 2011. As exportações foram de US$ 138,22 bilhões, com queda de 1,7 %.

 

Teixeira afirmou que, embora o cenário seja de redução do crescimento do comércio exterior, as transações brasileiras ainda estão em patamar elevado. Tatiana destaca que 2011 foi um ano excepcional para o comércio exterior brasileiro, o que torna a base de comparação alta.

 

Teixeira disse que pode haver redução das importações no segundo semestre, em função da desaceleração do consumo interno e do dólar mais caro.

 

 

2-8-2012 – Correio Braziliense

Planalto encerra negociação

 

PAULA FILIZOLA

 

Sindicato que representa professores de seis universidades aceita proposta salarial. Outras entidades resistem

 

O governo federal vai assinar hoje acordo de reajuste salarial com a Federação de Sindicatos dos Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa somente seis das 57 universidades federais que estão paralisadas há 78 dias. Com o acerto, que prevê correções entre 25% e 45%, o Executivo deu por encerrada a mesa de negociações com os docentes universitários. No entanto, o fim da greve ainda é incerto. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional de Educação Básica, Ciência e Tecnologia (Sinacefe) e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) mantiveram a rejeição à proposta do Executivo e continuam em greve.

 

A presidente do Andes-SN, que representa a maioria das instituições, Marinalva Oliveira, afirmou que, no encontro com as entidades, ontem à noite, no Ministério do Planejamento, o governo foi intransigente e manteve, em essência, a desestruturação da carreira docente nas duas propostas apresentadas. "Não houve avanço. Vamos intensificar a greve e mostrar quem tem força política", ameaçou. Participaram da reunião o secretário de Relações do Trabalho do ministério, Sérgio Mendonça, e representantes do Ministério da Educação.

 

Mesmo nas instituições aliadas ao Proifes, o fim do movimento precisa ser referendado pelas bases nas assembleias. A expectativa do governo é de que algumas instituições normalizem as atividades a partir da semana que vem. A Universidade Federal de São Carlos (UFScar) já sinalizou que aceita a proposta e deve encerrar a greve.

 

Pesquisa

De acordo com o presidente do Proifes, Eduardo Rolim, a decisão de aceitar a proposta do governo federal foi baseada no resultado de uma pesquisa on-line com mais de cinco mil docentes de 43 universidades e institutos federais. Segundo ele, individualmente, 74% dos profissionais responderam de maneira favorável ao acordo com o governo.

 

O resultado contrasta com os números apresentados pelas entidades sindicais. Em 56 das 59 bases das universitárias houve rejeição à propostas do governo. As 34 assembleias do Sinacefe também se mostraram contrárias. O Planalto, agora, vai formular um projeto de lei de reajuste dos docentes para enviar ao Congresso Nacional até 31 de agosto. De acordo com Executivo, não haverá mais modificações na proposta.

 

 

2-8-2012 – Folha de São Paulo

Greve afeta importações, e superavit comercial aumenta

 

Com protesto da Receita e na Anvisa, saldo é o 2º melhor do ano

 

DE BRASÍLIA

 

Com as paralisações de auditores da Receita Federal e de técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que afetam mais as importações do que as exportações, o saldo comercial em julho foi positivo em US$ 2,8 bilhões, o segundo melhor resultado do ano.

 

Mesmo assim, o superavit representou queda de 8,3% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os servidores da Anvisa entraram em greve em meados de julho. Os auditores da Receita fazem operação-padrão desde meados de junho.

 

Com a crise internacional, as vendas do Brasil para outros países recuaram 9,9% no mês passado na comparação com julho de 2011 e totalizaram US$ 21 bilhões no mês.

 

"As maiores quedas foram em minério de ferro, que teve uma redução expressiva de preços, e petróleo, cuja cotação está em queda", disse Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior.

 

Por outro lado, as exportações de milho se destacaram, com aumento de quase 400% na comparação com 2011 devido à seca nos EUA.

 

(MAELI PRADO)


 

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