Diversas entidades realizaram passeata pelo centro de Salvador e chamaram a atenção da sociedade para o descaso com o funcionalismo público
Uma grande manifestação com cerca de 500 servidores federais tomou conta das ruas do centro de Salvador na manhã desta terça-feira, 31 de julho, Dia Nacional de Lutas. Diversas categorias, entre estas, os Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho da Bahia - SRTE/BA, participaram de uma caminhada que saiu do Campo Grande em protesto contra a intransigência do governo federal que ainda não apresentou contraproposta às reivindicações dos servidores em campanha salarial. Auditores-Fiscais do Trabalho, servidores administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, professores das universidades e institutos federais da Bahia, servidores do Incra, das Agências Reguladoras, entre outros, chamaram a atenção da sociedade para o descaso do governo com o funcionalismo público.
Na segunda-feira, 30 de julho, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, enviou ofício ao Sinait e demais entidades integrantes da União das Entidades Representativas de Carreiras de Estado, comunicando que nas próximas duas semanas a Secretaria realizará “reuniões internas com vistas a construir soluções para o processo negocial em curso”, ou seja, mais uma vez o governo não responde os anseios das categorias que lutam por melhores salários e condições de trabalho.
O ofício informa que serão agendadas reuniões com as entidades da Mesa Nacional de Negociação Permanente entre os dias 13 e 17 de agosto.
Para o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho da Bahia - Safiteba, Carlos Dias, a manifestação em Salvador teve clima de indignação. “O governo, ao invés de honrar a palavra e iniciar as negociações, prefere tomar medidas protelatórias, como o adiamento das negociações para meados de agosto”.
Além do protesto contra a falta de negociação, os Auditores-Fiscais do Trabalho se manifestaram contra o Decreto 7.777 assinado pela presidente Dilma Rousseff, no último dia 25 de julho, que permite a substituição de servidores em greve por equivalentes. Para Dias, esse Decreto só mostra o autoritarismo do governo.
“O movimento de hoje mostrou força e organização. A tendência é que cresça porque as categorias estão unidas e indo para luta”, ressaltou o presidente do Safiteba.