Campanha Salarial – Notícias sobre a mobilização e greve de servidores públicos


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
19/07/2012



A mobilização e a greve dos servidores públicos continua a ocupar o noticiário nacional, em jornais escritos, sites, TVs e rádios. O noticiário informa sobre a posição do governo e também sobre o posicionamento do funcionalismo. O certo é que a mobilização e a greve estão incomodando, não só o governo, mas também o setor produtivo, que está sentindo, por exemplo, a falta de insumos e a lentidão na liberação de mercadorias. 


Veja algumas matérias sobre a greve dos servidores:

 

18-7-2012 – Rede Brasil Atual

Governo precisa destravar negociações, diz presidente da CUT

 

Servidores federais em greve montam acampamento na Esplanada dos Ministérios e lançam campanha Negocia, Dilma

 

São Paulo – Após encontro com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que é preciso destravar as negociações com servidores públicos federais em greve. “Sem proposta, fica a greve, porque os trabalhadores não têm alternativa”, comentou. Cerca de 8 mil trabalhadores do serviço público federal estão acampados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A CUT Nacional visitou ontem o acampamento e participará hoje (18) do ato “Negocia, Dilma”, promovido por 30 entidades. A partir das 10h, haverá uma marcha pela Esplanada.

 

“Não é possível que a greve continue transcorrendo, e o governo tenha feito proposta só pra um setor”, disse Freitas, referindo-se à negociação com os professores das universidades federais. Estima-se, no entanto, que cerca de 30 setores estejam paralisados.

No início dessa semana, para pressionar o governo a discutir a pauta de reivindicações, os servidores iniciaram o acampamento, visitado ontem pela CUT.

 


 

 

18-7-2012 – Diário do Nordeste (CE)

Governo enfrenta 30 paralisações

 

Brasília. Depois de dois anos de mão fechada para o funcionalismo federal, o governo enfrenta um conjunto crescente de paralisações e operações-padrão nos órgãos da administração que prejudica empresas e causa transtornos à população.



"Já é uma greve geral", afirma Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da executiva da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).



A entidade fez um levantamento que aponta para cerca de 30 órgãos paralisados total ou parcialmente. A mais nova adesão ao movimento foi das agências reguladoras, cujos funcionários pedem um aumento médio de 30% e mudanças nas estruturas das carreiras.



A ordem da presidente Dilma Rousseff, porém, é não ceder. Nos próximos dias, o Ministério do Planejamento espera concluir levantamento sobre funcionários em greve para descontar os dias parados. Há, porém, dificuldade nas universidades federais, pois os reitores se recusam a informar quem são os grevistas.



CUT

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, esteve reunido ontem à tarde com a ministra da secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para debater as greves e paralisações de servidores federais. Freitas deixou o recado que o governo precisa destravar as negociações, abrir as discussões e apresentar propostas para os servidores parados. "O governo tem de fazer propostas para as categorias em greve", declarou o líder sindical ao final da reunião.



Ele salientou que se o governo fez uma oferta para os professores das universidades federais, tem de fazer o mesmo para as demais categorias. Segundo Freitas, a ministra apenas ouviu os pleitos, explicando que não era a área específica dela.



O presidente da CUT disse que se reunirá com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, amanhã à tarde.
 

 

 

19-7-2012 – O Globo

Palácio manda endurecer com grevistas

 

Geralda Doca

 

Empresas atingidas podem ir à Justiça do Trabalho pedindo dissídio coletivo

 

O governo federal vai endurecer com funcionários das estatais e servidores que exigirem reajustes salariais elevados. A orientação do Palácio do Planalto é repor só a inflação (sem aumento real), cortar ponto de grevistas e pedir dissídio em casos de radicalização do movimento. A Eletrobras se prepara para entrar com ação pedindo a ilegalidade da greve. Petrobras e bancos federais também podem ir à Justiça. Servidores em greve tomaram a Esplanada dos Ministérios e picharam o MEC. Devido à paralisação, a inscrição no Sisu foi estendida até amanhã.

 

Estatais prometem recorrer à Justiça caso acordo não seja fechado. Ordem do Planalto é não conceder ganhos reais

 

BRASÍLIA . O governo está disposto a endurecer com os funcionários das estatais nas negociações dos reajustes salariais para o segundo semestre. A ordem é não conceder ganhos reais, apenas reposição da inflação; cortar o ponto de grevistas; e entrar com pedido de dissídio na Justiça do Trabalho nos casos em que houver radicalização do movimento.

 

Segundo interlocutores do Planalto, a Eletrobras já se prepara para entrar com ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para declarar ilegal a greve nas subsidiárias da estatal, que começou na segunda-feira. A Embrapa entrou com pedido de dissídio coletivo. O mesmo procedimento deve ser adotado pelos Correios, cujos funcionários têm data-base em agosto. A Petrobras e os bancos federais, com data-base em setembro, também deverão recorrer à Justiça, caso não haja acordo.

 

Por sua parte, a equipe econômica analisa a contraproposta feita aos petroleiros pela Petrobras, anteontem, de aumentar a fatia da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Segundo uma fonte, o aumento será vetado, caso a soma ultrapasse os 4,5% do lucro líquido da empresa (estimado em cerca de R$ 35 bilhões neste ano) autorizados para PLR.

 

Planalto cobra dos servidores produtividade

De olho na distribuição de dividendos ao Tesouro Nacional, concentrada no segundo semestre, os petroleiros anteciparam parte da negociação prevista para a data-base. Para evitar a greve, a estatal propôs elevar imediatamente o piso da PLR de R$ 14 mil para R$ 17 mil.

 

A avaliação do governo é de que os servidores das estatais foram contemplados durante o governo Lula com aumentos expressivos e que agora devem dar um retorno em produtividade para ajudar a economia a crescer. O argumento é que a categoria dispõe de uma série de benefícios (fundo de pensão, plano de saúde, dentre outros) e os salários estão equiparados aos do setor privado. No caso da Eletrobras, quando a holding foi criada, houve uma reestruturação da carreira dos funcionários das companhias de energia.

 

 

19-7-2012 – Valor Econômico

Professores grevistas terão reajuste real, afirma Planejamento

 

Por Lucas Marchesini e Luciano Máximo | De Brasília e São Paulo

 

Em resposta ao movimento grevista das universidades e escolas técnicas federais, que desqualificou a proposta de reajuste salarial do governo com o argumento de que parte dos aumentos não cobre a inflação acumulada até 2015, o Ministério do Planejamento apresentou detalhes que garantem ganho real para os 105 mil professores da ativa e aposentados.

 

Os cálculos foram feitos com base nos reajustes concedidos desde o início do governo Lula, em janeiro de 2003, até a projeção de inflação para 2015. Para verificar ganho real, foi considerado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado e projetado no período. O governo usou a marca de 4,7% para a inflação deste ano e o centro da meta, de 4,5%, para os três anos seguintes.

 

De acordo com os dados, 52 mil professores doutores com dedicação exclusiva, da ativa e aposentados - a maior classe da categoria -, terão acumulado aumento real de 56,82% em 2015. Na outra ponta, os 2,5 mil docentes com carga de 40 horas semanais e título de mestrado terão atingido reajuste real de apenas 0,55%.

 

Em entrevista ao Valor, ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reiterou que a ideia do governo é valorizar os professores com maior titulação. Contraditoriamente, os 2,2 mil docentes com carga horária semanal de 20 horas e mestrado alcançarão o maior ganho real, de 77%, considerando o período entre janeiro de 2003 e dezembro de 2015.

 

O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, declarou, em nota, que o Brasil vive um "momento econômico delicado" para conceder aumentos salariais, mas que o governo está disposto a dar reajustes "acima da inflação" aos professores. "A valorização dos docentes não começou este ano. A reestruturação da carreira dos professores vem acontecendo desde 2003, com recomposição salarial ano após ano".

 

Em resposta à manifestação realizada ontem na Esplanada dos Ministérios, Mendonça disse que "os professores vêm recebendo aumentos reais, recompondo as perdas de vencimentos acumuladas em décadas."

 

Segundo Mendonça, o governo considera 31 de agosto o prazo final para as negociações com os servidores em greve, data em que se encerra também a possibilidade de incluir eventuais reajustes na proposta do Orçamento da União 2013. O governo já afirmou que não considera a concessão de novos aumentos neste ano, mas apenas em 2013.

 

Além dos professores, estão em greve servidores de 24 Estados e do Distrito Federal do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Fundação Nacional do Índio (Funai), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Arquivo Nacional, Hospital das Forças Armadas, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), além dos ministérios da Saúde, Justiça, Trabalho, Previdência, Integração Nacional, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Planejamento, além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das agências reguladoras e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

 

 

19-7-2012 – Correio Braziliense

Reajuste à vista para militares

 

ROSANA HESSEL e JULIANA BRAGA

 

Ciente da defasagem salarial, Planalto diz que, caso consiga brecha, pode atender demandas das Forças Armadas e dos servidores do Incra

 

Apesar do discurso duro, a presidente Dilma Rousseff admite, se encontrar espaço no Orçamento de 2013, dar algum reajuste aos servidores que estão com os salários mais defasados, caso dos militares — cujas reivindicações somam R$ 21 bilhões (Veja quadro) — e dos funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Entretanto, nada estará definido até 31 de agosto, último dia para encaminhar a proposta orçamentária ao Congresso.

 

De modo geral, todas as categorias têm sido beneficiadas pelo governo petista com a reposição da inflação desde 2003. Segundo o Planalto, os militares, os DAS (cargos de confiança) e uma carreira específica do Incra foram esquecidos. Mas reconhecer o problema não significa que eles terão preferência. Os primeiros na fila são os professores universitários, para os quais foi apresentada uma proposta na semana passada.

O governo também vê com atenção outras três categorias consideradas estratégicas: a Receita, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal. Em relação à Anvisa, os temores são de que uma greve dificulte a importação e a exportação de produtos. Os fiscais da Receita iniciaram o "procedimento padrão", gerando filas de caminhões nas fronteiras. Uma paralisação da PF deixaria desprotegidas as entradas para o país.

 

A prioridade da presidente no momento é evitar o aumento do desemprego e estimular os investimentos no setor privado para tentar reaquecer a economia do país. Com isso, o espaço para  reajustes está cada vez menor.

 

De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, os militares tiveram, entre 2002 e 2010, a menor reposição salarial entre as categorias federais. Foram 85,29% no período contra 153,04% dos funcionários da Receita, por exemplo. No Incra, os salários estão defasados há 10 anos, diz a categoria. O Ministério do Planejamento diz que, desde março deste ano, já realizou mais de 140 reuniões com sindicatos para ouvir as demandas dos servidores públicos federais.

 

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