Campanha Salarial – Campanha dos servidores continua na mídia


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
02/07/2012



2-7-2012 – Sinait


A campanha salarial e a mobilização dos servidores públicos continuam sendo assunto na mídia nacional, assim como a divulgação dos vencimentos do funcionalismo, com opiniões contrárias e a favor.

 

O governo, desde sexta-feira, 29 de junho, rompeu o silêncio e vem dando declarações, por meio do secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, de que é impossível atender às reivindicações de todas as carreiras, pois isso significaria mais de 60 bilhões a mais no orçamento da União. Segundo Mendonça, o governo trabalha para diminuir distorções entre as carreiras e que não conseguirá fazer isso em curto prazo.

 

Os valores são contestados pelas entidades, que avaliam que o discurso do governo é uma estratégia para colocar a sociedade contra o funcionalismo.

 

Veja algumas notas a respeito das mobilizações:

 

1º-7-2012 – Folha de São Paulo

Coluna Painel

 

Sub do sub Membros das 22 entidades de servidores que querem aumento reclamaram da forma como o secretário-executivo adjunto do Planejamento, Valter Correia da Silva, conduz a negociação. "Nenhum ministro está autorizado a falar pelo governo", disparou ele, em reunião na semana passada.

 

Pior do que está... A queda de braço entre governo e servidores já faz suas vítimas. O ministro Garibaldi Alves (Previdência) se queixa da tortura a que vem sendo submetido pelos grevistas da pasta, que tocam o dia inteiro, em alto volume e embaixo de sua janela, a versão de Tiririca para a canção "Índia".

 

Tiroteio

"O governo adota uma postura arrogante e insensível. A quem interessa não deixar a PF trabalhar em pleno período eleitoral?"

DE MARCOS LEÔNCIO RIBEIRO, presidente da Associação dos Delegados da PF, anunciando operação-padrão graças à recusa do governo em dar reajuste.

 

 

2-7-2012 – Jornal de Brasília

Coluna Ponto do Servidor

 

ADESÃO DE 450 MIL

Cálculos das entidades que representam os servidores públicos federais indicam que a greve da categoria recebeu a adesão de 450 mil funcionários em todo o País. São 19 estados mais o Distrito Federal com registros de paralisações. A previsão é que nas próximas duas semanas a adesão aumente até o dia 18, quando está agendada uma marcha de servidores na Esplanada dos Ministérios. Antes, dia 16, será montado um acampamento em frente ao Ministério do Planejamento, onde servidores se revezarão 24 horas em vigília, para cobrar do governo Dilma a resposta das pautas protocoladas.

 

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

"Nós não temos nem data-base da categoria, entre as reivindicações, nós pedimos que seja determinada uma data para aprovação de reajustes e reestruturações", afirma o Josemilton Costa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público (Condsef). De acordo com Costa, a categoria pede reestruturação de carreira, reestruturação da tabela remunerativa, ou seja, revisão salarial, paridade entre os aposentados e pensionistas e data base para o dia 1º de maio. E recomposição salarial de 22,08%.

 

REFORÇO NA LUTA

A partir de hoje a luta dos servidores da base da Condsef vai ganhar reforço com a adesão dos servidores das Agências Reguladoras e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). As categorias entram em estado de greve hoje e podem aprovar paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 16 de julho

caso o governo não apresente propostas concretas e não haja avanços nas negociações.

 

PF DÁ O SANGUE

Já os servidores administrativos, delegados e peritos da Polícia Federal retomam o cronograma de ações planejadas em protesto contra a demora do governo em solucionar os pleitos dos servidores do órgão. É o Mude PF (Movimento Unido em Defesa da PF), que quarta-feira promove campanha de doação de sangue em todo País com o slogan “A PF dá o sangue pelo Brasil”. Para os servidores administrativos, o dia 4 é ainda mais simbólico. A categoria enxerga a data como uma espécie de “dia D” em sua luta por valorização. É que nesse dia o Ministério do Planejamento se comprometeu a apresentar proposta de reestruturação da carreira, reivindicação antiga da categoria, que se sente desprestigiada dentro da PF.

 

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Além dos servidores da base da Condsef já com paralisação em setores como Incra, Funai, Funasa, Saúde, Previdência Social, Trabalho e Emprego, Justiça, Area Ambiental, Cnem, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Fundo da Marinha Mercante, Arquivo Nacional, Integração Nacional e outros, também estão em greve os professores e técnicos administrativos das universidades federais, servidores do IBGE e das Relações Exteriores. Promovendo operação padrão, auditores fiscais, servidores do Inpi e Inmetro também participam do movimento.

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