Agência Brasil destaca a participação dos Auditores-Fiscais do Trabalho no movimento
A mobilização de diversas carreiras do funcionalismo ganha o noticiário nacional. Várias categorias em campanha salarial, algumas em greve, intensificaram esta semana as mobilizações para tornar visível para a sociedade o descaso do governo para com os problemas enfrentados pelos servidores, como baixos salários, falta de condições de trabalho e ausência de uma política salarial clara no setor público.
A manifestação das carreiras de Estado organizada pela União das Entidades Representantes das Carreiras de Estado, ocorrida na tarde desta quinta-feira, em Brasília, em frente ao Ministério do Planejamento, já é notícia em alguns sites.
Confira:
28-6-2012 – Agência Brasil
Auditores-Fiscais do Trabalho fazem manifestação em frente ao Ministério do Planejamento
28-6-2012 – Jornal Eletrônico nahoraonline
Servidores - Carreiras de Estado cobram reajuste
Nesta quinta-feira, integrantes das carreiras que integram a Campanha Salarial Conjunta, as chamadas carreiras de Estado, fazem ato público, às 14h, em frente ao bloco K do Ministério do Planejamento, para cobrar uma posição imediata do governo sobre a pauta de reivindicações. Integram a campanha Salarial os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), os auditores do Trabalho; delegados da Polícia Federal; analistas e técnicos de Finanças e Controle; funcionários do Banco Central; servidores do Itamaraty; analistas de Controle Interno; advogados públicos federais; servidores da Comissão de Valores Mobiliários e servidores da Superintendência de Seguros Privados; servidores efetivos das Agências Reguladoras Federais e oficiais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
26-6-2012 – Bahia Todo Dia
SRTE/BA é palco para manifestação
Auditores do Trabalho fazem café da manhã
NATÁLIA AGUIAR
Com parte das atividades suspensas, os auditores-fiscais do Trabalho da Bahia voltaram a manifestar na manhã desta terça (26), em frente à Superintendência Regional do Trabalho (SRTE/BA). A categoria realizou um café da manhã em conjunto com os técnicos administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os auditores do Trabalho que estão em campanha salarial conjunta com outras Carreiras Típicas de Estado, como os auditores-fiscais da Receita Federal e delegados da Polícia Federal, protestam contra o governo federal que até o momento não apresentou contraproposta às reivindicações da categoria. Entre os pleitos, os auditores reivindicam reajuste salarial; melhorias nas condições de trabalho e realização de concurso público.
A categoria está em estado de mobilização permanente e seguindo orientação dos sindicatos nacional e estadual, Sinait e Safiteba, decidiram parar as atividades todas as semanas, sempre nas terças e quartas, até o governo se posicionar sobre as reivindicações dos profissionais.
Neste momento, os auditores-fiscais do Trabalho realizam assembleia onde estabelecem estratégias paras as operações padrão que acontecerão em atividades específicas ainda não divulgadas.
A orientação do Safiteba é que sejam suspensas as fiscalizações mistas e indiretas; homologações; plantões de denúncias e orientações trabalhistas; e realização de mediação de conflitos trabalhistas, contudo, conforme explicou o presidente do sindicato, Carlos Dias, as pessoas são livres para concordar ou não com a decisão. Nesta terça as atividades foram parcialmente paralisadas porque alguns auditores não aceitaram suspender os trabalhos.
Esta é a terceira manifestação da campanha salarial que o Safiteba realiza na SRTE/BA este ano. As duas primeiras aconteceram nos dias 9 e 30 de maio.
Técnicos administrativos
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal da Bahia (Sindsef), Moisés Araújo, disse que apoia a manifestação dos auditores do Trabalho, e informou que os servidores estão descontentes com a situação do MTE.
Moisés contou que a categoria também está em campanha salarial e que as principais reivindicações são reestruturação do Ministério, que segundo ele, está sucateado, acompanhado de plano de carreira.
28-6-2012 – Folha de São Paulo
Paralisação faz BC deslocar mesa de operação de títulos no Rio
Toni Sciarrata
Uma paralisação dos funcionários levou o Banco Central a deslocar hoje os trabalhos do Demab (Departamento de Operações do Mercado Aberto), responsável pelas operações com câmbio e com títulos públicos, para uma sala de contingência que fica no prédio da Ambima (Associação das Entidades do Mercado de Capitais) no Rio de Janeiro.
A manifestação foi organizada pelo Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), que junto com outros sindicatos de servidores fazem hoje uma série de paralisações do funcionalismo público federal. Eles reivindicam aumento salarial para a categoria, que está com salário congelado há quatro anos.
Foi do prédio da Ambima que o BC vendeu hoje contratos de swap cambial, operação que equivale a uma venda futura de dólares, utilizada normalmente para conter a pressão de alta da moeda americana.
Segundo o BC, apesar da mudança de endereço, os trabalhos funcionaram normalmente e não tiveram consequência nas operações rotineiras do mercado de capitais. O BC afirma que não houve piquete dos sindicalistas e que preferiu fazer a mudança de endereço por precaução.
28/06/2012 - 16h26
Judiciário federal em SP entra em greve
Servidores do Judiário Federal em São Paulo, que inclui a Justiça Eleitoral e do Trabalho, iniciaram greve nesta quinta-feira (28).
Os grevistas realizaram um ato em frente ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo. Os cerca de 300 manifestantes fecharam a rua Francisca Miquelina à tarde,dificultando o acesso ao prédio do TRE.
Uma série de órgãos federais do governo, inclusive de alguns ministério, têm realizado paralisações neste mês para protestar por reajuste salarial linear a todos os servidores, como forma de recompor as perdas salariais provocadas pela inflação.
O governo reduziu as despesas com o funcionalismo federal em 2011 e promete fazer o mesmo neste ano para garantir os resultados esperados no superavit primário (economia feita para o pagamento dos juros da dívida pública) e cumprir a meta fiscal.
Nos últimos anos, o governo brasileiro tem mantido uma política de superavit altos quando comparados aos resultados obtidos pela maioria dos outros países. Em 2011, o superavit brasileiro foi de 2,26% do PIB (Produto Interno Bruto), acima dos 2,09% de 2010. Para 2012, a meta é economizar R$ 96,97 bilhões.
Em 2011, o superavit primário foi de R$ 93,51 bilhões, ultrapassando a meta para o ano, que era de R$ 91,8 bilhões. Em 2010, somou R$ 78,77 bilhões.
Até novembro de 2011, o governo diminuiu os gastos com folha salarial do equivalente a 4,31% do PIB (Produto Interno Bruto) para 4,25%.
28-6-2012 – Blog do Servidor Público Federal
Agência Brasil
São Paulo – Professores e funcionários das universidades públicas federais, em greve desde maio, fizeram hoje (28) um protesto na Avenida Paulista do qual participaram também servidores públicos de outros setores.
Segundo a Polícia Militar, 300 pessoas participaram da manifestação, que começou no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e provocou a interdição de uma faixa da Avenida Paulista por cerca de 3 horas.
Os manifestantes pararam em frente ao Banco Central, num ato de protesto contra os altos gastos que o governo federal despende com juros e amortização de dívidas.
Segundo a presidenta da Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp), Virgínia Junqueira, o governo gasta 47,19% do Orçamento da União com a dívida interna, enquanto a educação recebe apenas 3,18%. “Queremos que 10% do PIB sejam destinados ao setor”, declarou.
De acordo com Virgínia, os grevistas reivindicam, com o apoio do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), um plano único de valorização da carreira. Pela proposta do governo, rejeitada pelos professores, eles precisariam passar por 16 níveis para chegar ao topo da carreira e ainda prestar um novo concurso para ser tornar titular.
Os profissionais do ensino iniciam a carreira, segundo Virgínia, com salário em torno de 3 a 4 mil reais, num cargo de auxiliar de ensino, mesmo tendo doutorado em sua formação. A ascensão da carreira passaria pelos níveis de assistente, adjunto e, por último, associado.
A Andes, por sua vez, pede que o plano de carreira tenha 13 níveis, sendo que, para chegar a titular, o professor não necessitaria de novo concurso. O salário inicial, além disso, seria maior, entre 7 e 8 mil reais.
Na Universidade Federal do ABC (UFABC) , os docentes estão parados há 23 dias, informou o vice-presidente da associação dos docentes da instituição.
Segundo o representante do comando de greve Alexandre Luppe, estudante do curso de Filosofia da UFABC, o plano de carreira ajudaria a melhorar a situação de alguns cursos da instituição como o de economia, cujo quadro de professores está com apenas 40% dos docentes. “Professores de outras áreas têm quebrado um galho, mesmo sem ter o domínio completo da disciplina”, diz Alexandre.
Além de apoiaram os professores, os alunos da UFABC também participaram do protesto pelos servidores técnico-administrativos da instituição, que aderiram à paralisação no dia 11 deste mês.
Na Unifesp, os estudantes pedem moradia estudantil, restaurante universitário e melhorias estruturais, como novas salas de aula e bibliotecas.
Alunos das universidades e institutos federais reivindicam também o voto paritário para escolha dos novos reitores. Segundo o estudante Alexandre Luppe, na UFABC, apesar de representarem 80% do contingente da universidade, os alunos têm peso de 20% na decisão. Outros 20% do peso ficam para os votos dos servidores técnico-administrativos e a maior parte, 60%, a cargo dos professores.