Campanha Salarial – Insatisfação cresce entre o funcionalismo


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/06/2012



Além da manifestação programada pela União das Entidades Representantes das Carreiras Típicas de Estado para ocorrer nesta quinta-feira, 28 de junho, às 14 horas, em frente ao Bloco K do Ministério do Planejamento, outras categorias do funcionalismo estão ocupando a Esplanada dos Ministérios para fazer protestos por uma negociação real do governo com os servidores públicos. 


Na tarde desta terça-feira, 26 de junho, os servidores se concentraram em frente ao Ministério do Planejamento. Entre as categorias estavam os Servidores Administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego, que também lutam por melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira. Segundo informações da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais – Condsef, que organizou a manifestação, o movimento grevista cresce no Brasil e mais carreiras aderem à paralisação dia a dia. Eles buscam uma interlocução direta com a ministra Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão.

 

Os servidores do Itamaraty também fizeram protesto em frente ao Palácio do Planalto. O SindItamaraty integra a União das Entidades Representantes das Carreiras Típicas de Estado e fazem um movimento inédito na história da categoria. Segundo o Sindicato, servidores de 110 embaixadas e consulados estão em greve.

 

Veja notícia do Correio Braziliense sobre a mobilização do funcionalismo:

 

27-6-2012 – Correio Braziliense

Nas ruas: A Esplanada dos protestos

 

Pressão total por reajuste

 

GUSTAVO HENRIQUE BRAGA

 

Servidores e estudantes ocuparam ontem a porta de ministérios. No da Educação, representantes da UNE se reuniram com o ministro Aloizio Mercadante e tiveram a promessa de ampliação das instituições federais de ensino. O governo também sancionou lei para a contratação de 77.178 profissionais para o setor. No do Planejamento, funcionários cobraram reajuste salarial.

 

Servidores promovem série de manifestações e prometem intensificar o movimento. Prazo para assegurar aumento está no fim

 

Diante dos primeiros sinais de desgaste da greve geral no funcionalismo, os sindicalistas apelam cada vez mais à categoria para intensificar os protestos. A paralisação total dos órgãos do Executivo foi convocada há 10 dias, mas, até o momento, dos 37 ministérios que formam a administração federal, 29 continuam a funcionar normalmente. Ontem, os manifestantes se reuniram em frente ao Ministério do Planejamento para cobrar uma contraproposta à campanha salarial unificada do Executivo. O ato, entretanto, não sensibilizou o governo. A Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), encarregada das negociações, permanece sem qualquer previsão se acatará alguma das reivindicações.

 

Quanto mais o tempo passa, maior é o temor das centrais sindicais. O motivo é que o envio do Projeto de Lei Orçamentária de 2013 para o Congresso precisa ser feito até 31 de agosto. "Temos 64 dias para garantir os nossos recursos no Orçamento. O tempo é curto, por isso temos que intensificar a greve", declarou Oton Pereira Neves, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal. Enquanto o governo se mantém calado, mais dois ministérios prometem aderir à greve a partir de amanhã: Comunicações e Transportes.

 

Eles se somarão aos funcionários de outros oito ministérios que já estão de braços cruzados: Saúde, Previdência, Trabalho, Agricultura, Justiça, Integração Nacional, Relações Exteriores, Desenvolvimento Agrário. A partir de sexta-feira, também devem entrar em greve os servidores do Hospital das Forças Armadas (HFA). A intensificação dos protestos incluirá, ainda, a montagem de um acampamento dos servidores no meio da Esplanada dos Ministérios, a partir de 4 de julho. A vigília será por tempo indeterminado e deve reunir entre 5 mil e 6 mil trabalhadores.

 

Itamaraty

Os servidores do Itamaraty também fizeram uma manifestação ontem. Eles se concentraram em frente ao Palácio do Planalto para reivindicar o reajuste salarial. O Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (SindItamaraty) informou que 110 embaixadas e consulados brasileiros espalhados pelo mundo estão com as atividades paradas devido à greve. É a primeira vez na história que diplomatas, assistentes e oficiais de chancelaria cruzam os braços por tempo indeterminado. Os protestos de ontem foram engrossados pelo efetivo dos servidores que atuaram na Rio+20.

 

Os protestos contaram ainda com a participação dos analistas-tributários da Receita. A categoria promoveu o segundo Dia Nacional de Luta pela Reestruturação Salarial, com manifestações em todo o país. A deliberação quanto à greve por tempo indeterminado da Receita será definida nas próximas assembleias locais. Os diretores do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) se reunirão com o governo no próximo dia 5.

 

Caso não seja apresentada uma proposta pelo Planejamento, a greve é considerada praticamente certa. O primeiro movimento do SindiReceita foi realizado no último dia 14 e contou com 90% de adesão. Na ocasião, os servidores protestaram em  frente aos prédios do Ministério da Fazenda e das sedes da Receita Federal.

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