Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Santos – GRTE/Santos (SP) realizaram nesta terça-feira, dia 26 de junho, nova paralisação parcial no plantão de orientação ao público. Eles se reuniram em frente à Gerência, na Praça José Bonifácio 53, no centro da cidade e receberam representantes de outras categorias de servidores federais que fazem parte da União das Entidades Representantes das Carreiras Típicas de Estado e de outros sindicatos da região. Francisco Cabral, Perito Criminal da Polícia Federal, falou aos Auditores-Fiscais e ao público, reforçando a importância da união das categorias.
O ato foi organizado seguindo os indicativos do Sinait a fim de alertar o governo, que se mantém inflexível nas negociações com os servidores. Mais de 96% da categoria decidiu em assembleia, realizada no ultimo dia 30 de maio, pela paralisação das atividades, mas, por enquanto, os Auditores-Fiscais do Trabalho mantêm-se em “estado de mobilização” realizando paralisação de algumas atividades durante dois dias na semana.
Vídeo no youtube
A Auditora-Fiscal do Trabalho Carmem Cenira Lourena de Melo, que representa o Sinait na Gerência, reuniu os Auditores-Fiscais em frente à GRTE/Santos e gravou um vídeo que foi postado no youtube. No vídeo, Carmem explica que o reajuste salarial é apenas um dos motivos que estão levando os servidores a fazer a paralisação. O principal é a melhoria das condições de trabalho para atender a todas as necessidades dos trabalhadores.
Comunicado à população
Os trabalhadores que buscaram orientação foram esclarecidos sobre o motivo do ato e puderam conversar com os Auditores-Fiscais, além de participar de um café da manhã.
Eles receberam um panfleto com o seguinte texto: “A fim de não causar constrangimentos ao público que busca atendimento, os servidores vem comunicar que às terças e quartas-feiras não fornecerão as senhas e não atenderão o público que procura o Ministério do Trabalho. As mesas redondas suscitadas pelos sindicatos de entidades profissionais também não se realizarão.
Até que o Governo Federal decida dialogar com seus trabalhadores, os servidores permanecerão em estado de paralisação parcial. Todavia, ao persistir a recusa da Administração Pública em abrir as negociações, a greve poderá ser total por tempo indeterminado.”