Campanha Salarial: Mais um dos integrantes da União das Entidades das Carreiras de Estado entra em greve


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
20/06/2012



Pela primeira vez na sua história, o Itamaraty enfrenta a paralisação de seus serviços 


Oficiais de chancelaria, assistentes de chancelaria e até mesmo alguns diplomatas decidiram pela paralisação em uma assembleia realizada em Brasília, que contou com a participação, via redes sociais, de funcionários de fora do país. Todas as categorias de servidores do chamado Serviço Exterior Brasileiro querem a equiparação com os salários mais altos das carreiras de Estado. 

 

Pela primeira vez na história, diplomatas e assistentes e oficiais de chancelaria iniciaram uma greve por tempo indeterminado. A mobilização interrompeu o trabalho em 70 embaixadas e consulados brasileiros por todo o mundo, 20 a mais do que o esperado pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (SindItamaraty). 

 

O SindItamaraty, é uma das entidades que aderiu recentemente ao grupo da  União das Entidades das Carreiras de Estado, do qual o Sinait também participa. O Sinait entende que a adesão à greve por mais entidades integrantes deste grupo é iminente e demonstra o fortalecimento do movimento.  

 

O conjunto de carreiras típicas de Estado, como os Auditores Fiscais, também está de braços cruzados. Essas carreiras, entretanto, se comprometeram manter a Rio+20 livre de manifestações. Além disso, os servidores do Judiciário e do Ministério Público da União (MPU) no Distrito Federal fazem uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira, 20 de junho. 

 

Os oficiais e os assistentes de chancelaria são, normalmente, os responsáveis pelas funções administrativas das embaixadas, consulados e também da sede do ministério, em Brasília. O trabalho inclui o atendimento direto ao público, o atendimento telefônico das unidades consulares e até mesmo a emissão de novos passaportes - que, apesar de ser autorizada pelos diplomatas, passa pelas mãos dos oficiais. O Itamaraty admite que durante o período da greve, o trabalho poderá ficar mais lento e terá que ser assumido pelos diplomatas. 

 

Mais detalhes nas matérias abaixo. 

 

19-6-2012 – Agência Estado




Servidores do Itamaraty entram em greve nesta 2ª pela primeira vez      

 

Pela primeira vez na sua história, o Itamaraty enfrenta, a partir desta segunda-feira (18), uma greve dos seus servidores. Oficiais de chancelaria, assistentes de chancelaria e, de acordo com o sindicato da categoria, até mesmo alguns diplomatas decidiram pela paralisação em uma assembleia realizada em Brasília, que contou com a participação, via redes sociais, de funcionários de fora do País.  

 

Pelo menos 60 postos no exterior, incluindo o atendimento consular em Paris, Roma, Londres, Nova York, Los Angeles e Washington serão afetados. Às vésperas das férias de julho, o problema pode repercutir diretamente nos milhares de brasileiros que devem viajar para o exterior nos próximos dias e nos estrangeiros que virão ao Brasil. Uma das poucas atividades que não serão prejudicadas pela greve é a organização da Conferência Rio20. 

 

A decisão da assembleia ressalta que o os funcionários que estão na organização do encontro de mais de 150 chefes de Estado, que termina no final dessa semana, será preservado. Nele estão mais de 200 diplomatas, oficiais e assistentes. Dos cerca de 500 que ficaram em Brasília, 300 participaram da assembleia. 

 

Os oficiais e os assistentes de chancelaria são, normalmente, os responsáveis pelas funções administrativas das embaixadas, consulados e também da sede do ministério, em Brasília. O trabalho inclui também o atendimento direto ao público, o atendimento telefônico das unidades consulares e até mesmo a emissão de novos passaportes - que, apesar de ser autorizada pelos diplomatas, passa pelas mãos dos oficiais. O Itamaraty admite que durante o período da greve, o trabalho poderá ficar mais lento e terá que ser assumido pelos diplomatas.

 

Equiparação salarial

 

De acordo com o SindItamaraty, que representa todas as categorias de servidores do chamado Serviço Exterior Brasileiro, o que os funcionários querem é a equiparação com os salários mais altos das carreiras de Estado. No caso dos diplomatas, os vencimentos subiriam pouco: dos atuais R$ 12.960, em início de carreira, para os R$ 13,6 mil de um auditor fiscal. O salário final passaria de R$ 18.470 para R$ 19.689, os vencimentos de um delegado da Polícia Federal. 

 

Os maiores aumentos seriam para os oficiais e assistentes. Os primeiros, que hoje recebem inicialmente R$ 6,3 mil, passariam para a segunda categoria de vencimentos de nível superior do governo federal, R$ 12.960. Os assistentes passariam à primeira categoria dos cargos de ensino médio, saindo de um salário R$ 3,1 mil para R$ 5,8 mil - em valores de hoje, já que a maior parte das categorias classificadas nessas faixas também hoje pede reajustes, que os servidores do Itamaraty também pretendem receber. 

 

Em uma carta enviada ao ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, no dia 14 deste mês, os servidores informavam sobre a possibilidade de greve e suas reivindicações, que estão sendo negociadas com o Ministério do Planejamento. Até agora, no entanto, não houve nenhum sinal positivo.

 

Os servidores já haviam feito uma paralisação no dia 30 de maio, mas as negociações não avançaram. A greve é por tempo indeterminado, mas uma nova assembleia foi marcada para sexta-feira (22) com a intenção de avaliar alguma proposta do Planejamento, se houver.  

 

20-6-2012 – O Estado de São Paulo




Greve fecha postos diplomáticos do Brasil em 70 cidades  

 

LISANDRA PARAGUASSU 

 

Consulado em Nova York não deve abrir as portas hoje; Ministério do Planejamento ainda nem marcou negociação

 

Já são 70 os postos consulares no exterior fechados por causa da greve dos funcionários do Itamaraty, incluindo alguns dos mais movimentados do mundo, como Boston, São Francisco e Houston, nos Estados Unidos, Madri, Roma e Paris, na Europa, Pequim e Cingapura, na Ásia. Hoje, o Consulado de Nova York não abrirá e funcionários dos consulados em outras cidades americanas farão um dia de paralisação para protestar por melhores condições de trabalho.

 

O número de postos parados não chega à metade das representações do Brasil no exterior, mas atinge a maioria dos oficiais e assistentes de chancelaria e quase todo o atendimento consular do Brasil. Apesar da grande quantidade de postos, a maioria é composta por apenas um ou dois diplomatas e alguns funcionários locais. É o caso da maioria das novas representações na África.

 

Sem os funcionários locais, é praticamente impossível um consulado abrir. Na representação em Nova York, por exemplo, há seis diplomatas, sete oficiais de chancelaria e cerca de 60 contratados locais. Eles realizam uma série de funções, que vão da limpeza a atividades de escritório. Em alguns países com idiomas difíceis, em África e Ásia, são considerados fundamentais, porque nem todos os diplomatas se mostram fluentes.

 

Na sede do Ministério das Relações Exteriores em Brasília, cerca de 250 funcionários estão sem trabalhar. Só os cerca de 300 oficiais e assistentes de chancelaria que participam da Conferência Rio+20 continuam em suas funções, mas devem parar a partir na próxima semana.

 

Até agora, o Ministério do Planejamento nem marcou uma reunião com os servidores grevistas. Ontem, o SindItamaraty, que representa diplomatas, oficiais e assistentes de chancelaria, reuniu-se com a Secretaria-Geral do Ministério das Relações Exteriores, que se propôs a manter aberta uma mesa de negociações. O Ministério do Planejamento, no entanto, só concordou até agora em negociar a transformação dos pagamentos em subsídio. Servidores defendem equiparação de carreiras e reajuste salarial.

 

Fora do Brasil. Com a greve da chancelaria, o Consulado em Nova York já havia operado ontem em esquema de emergência, sem emitir documentos. Alguns funcionários locais relataram ao Estado pressões diplomáticas. O cônsul-geral de Miami, embaixador Helio Victor Ramos, por exemplo, teria ameaçado de demissão quem aderisse à greve. Por e-mail, o consulado na Flórida disse "desconhecer a origem desse boato".

 

COLABORARAM GUSTAVO CHACRA e ARIEL PALÁCIOS 

 

20-6-2012 – Correio Braziliense

 

Greve para o Itamaraty  

 

GUSTAVO HENRIQUE BRAGA 

 

Durante o segundo dia da greve geral no Executivo convocada pelas centrais sindicais, a adesão permaneceu concentrada em seis ministérios: Saúde, Previdência, Trabalho, Justiça, Relações Exteriores e Desenvolvimento Agrário (MDA). A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) convocou uma marcha para hoje, no Rio de Janeiro. O ato na capital carioca tem como objetivo chamar atenção das autoridades participantes da Rio+20. A expectativa é de que cerca de 10 mil servidores irão participar do protesto.

 

Pela primeira vez na história, diplomatas e assistentes e oficiais de chancelaria iniciaram uma greve por tempo indeterminado. A mobilização interrompeu o trabalho em 70 embaixadas e consulados brasileiros por todo o mundo, 20 a mais do que o esperado pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (SindItamaraty).

 

O conjunto de carreiras típicas de Estado, como auditores fiscais, também está de braços cruzados. Essas carreiras, entretanto, prometeram manter a Rio+20 livre de manifestações. Além disso, os servidores do Judiciário e do Ministério Público da União (MPU) no Distrito Federal farão uma paralisação de 24 horas hoje.

 

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