A atuação da Auditoria- Fiscal do Trabalho é destacada na segunda edição do livro “Trabalho Escravo Contemporâneo: o desafio de superar a negação”, lançada pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – Anamatra, em parceria com a editora LTr.
A obra apresenta as variadas formas do trabalho escravo contemporâneo, e traz uma perspectiva que vai além do universo do Direito do Trabalho, segundo os organizadores. A experiência da fiscalização realizada pelos Auditores Fiscais do Trabalho, no combate ao trabalho escravo é relatada no capítulo que trata do combate ao trabalho forçado como sendo um desafio global.
A evolução histórica do trabalho escravo, em especial no meio rural, desde as primeiras denúncias feitas pela igreja católica em 1971, até chegar ao combate feito oficialmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, depois de o governo reconhecer a prática deste tipo de crime, em 1995, é contado neste capítulo.
A publicação considera que apesar da riqueza e do vigor da experiência brasileira no combate ao trabalho escravo, ainda é preciso vencer obstáculos que impedem a erradicação do problema. Aponta os principais desafios a ser enfrentados como a criação de estratégias de operação integrada e a implementação de uma política de reinserção social para que os trabalhadores resgatados não voltem a ser escravizados. Uma política que proporcione a qualificação de mão de obra desses trabalhadores para que eles possam entrar, com dignidade, no mercado de trabalho; ações voltadas para a geração de emprego e renda; reforma agrária; educação formal e profissionalizante, e reintegração do trabalhador, são as proposições feitas pelos juízes do trabalho autores dos textos.
A 2ª edição da obra foi coordenada pelos juízes do Trabalho Andréa Saint Pastous Nocchi, Gabriel Napoleão Velloso e Marcos Neves Fava.