Os representantes das entidades que compõem a Frente da Campanha Salarial Conjunta se reuniram nesta quinta-feira, 19 de janeiro, na sede do Sinait, para definir as ações para 2012. Um dos objetivos é reabrir a negociação com o Governo Federal sobre reposição salarial e melhores condições de trabalho. O prazo estabelecido é até abril. Caso isso não ocorra, o grupo não descarta a possibilidade de greve.
Durante a primeira reunião, os representantes fizeram um balanço das ações em 2011. Agora, as entidades irão organizar novas estratégias para cobrar do Governo Federal os pleitos das categorias. “Vamos continuar pressionando o Poder Executivo, pois consideramos que somos carreiras estratégicas e necessárias para o bom funcionamento do Estado brasileiro”, afirmou a presidente do Sinait, Rosângela Rassy. Esse será um dos lemas da Frente da Campanha Salarial Conjunta este ano.
Durante a reunião, Rosângela falou sobre o falecimento repentino do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP, Duvanier Paiva, ocorrido na madrugada desta quinta-feira. Ela afirmou que Duvanier foi um interlocutor importante nas mesas de negociação entre as categorias do serviço público e o Governo.
Participaram da reunião, representantes da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal – ADPF, Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno – ANAFIC Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil – Anfip, Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal - SINDEPO/DF, Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscal da Receita Federal do Brasil – Sindifisco Nacional, Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal - SINPOL/DF e União dos Advogados Federais Públicos do Brasil – UNAFE.
Pelo Sinait, além da presidente Rosângela Rassy, compareceram os vice-presidentes Carlos Roberto Dias, Hugo Carvalho Moreira e Marco Aurélio Gonsalves.
Unaí
Ao fim da reunião, Rosângela Rassy convidou os representantes das entidades para a mobilização que será realizada em Belo Horizonte, no dia 27 de janeiro, na passagem dos oito anos da Chacina de Unaí. O crime, ocorrido em 2004, culminou no assassinato de três Auditores-Fiscais do Trabalho e de um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, permanece impune e os nove réus indiciados ainda não foram a julgamento.