Acidentes de trabalho acontecem em todo mundo. Nesta quinta-feira, 5 de janeiro, 25 trabalhadores de uma mina de ouro nas Filipinas morreram, outros 15 ficaram feridos e cerca de 100 estão desaparecidos, vítimas de deslizamento de uma encosta. As autoridades informaram que a exploração do ouro na área estava proibida e todos os trabalhadores e famílias haviam sido retirados, mas alguns voltaram. A razão do impedimento da mineração foi um acidente semelhante no ano passado.
O barranco caiu sobre casas e o número de desparecidos é de mais de cem. Na região houve muita chuva desde dezembro, com enchentes, e o solo estava encharcado.
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5-1-2012 – R7 / Reuters
Equipes de resgate procuram por cem desaparecidos em deslizamento nas Filipinas
Tragédia deixou 25 mortos e 15 feridos em uma mina de ouro no sul do país
As equipes de resgate buscam mais de 100 desaparecidos por causa de um deslizamento de terra que causou pelo menos 25 mortos e 15 feridos em uma mina de ouro do sul das Filipinas, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira.
O governador da Província de Compostela Valley, onde aconteceu o incidente, Arturo Uy, declarou à Agência Efe que o deslizamento ocorreu ainda à noite em uma mina de Pantukan, no leste de Mindanao, cerca de 900 km ao sul de Manila.
"Intensificamos os trabalhos de busca. Foram deslocadas equipes de resgate do Exército, dos municípios, de empresas privadas e também muitos voluntários. Achamos que há mais de cem desaparecidos pelo deslizamento", afirmou Uy.
As vítimas são famílias de mineradores que trabalhavam por sua conta em pequenas explorações, apesar da proibição governamental após um acidente semelhante no ano passado.
"Está proibida a atividade mineradora por sua periculosidade. Em maio retiramos centenas de pessoas, mas parece que alguns voltaram. É uma área remota e difícil de controlar, a duas horas da localidade de Pantukan", explicou o governador.
As imagens divulgadas pelo Exército filipino mostram os precários barracos dos mineradores enterrados pelo deslizamento ou transformados em escombros e sobreviventes tentando resgatar seus pertences.
O desastre enterrou cerca de 50 casas e arrastou troncos que deixaram um lastro de destruição. Segundo o diretor do Escritório de Defesa Civil, Benito Ramos, o terreno estava saturado pelas chuvas nas últimas semanas e cedeu com o temporal que afeta atualmente a região.
A localidade de Pantukan e outras aldeias próximas atraíram nos últimos anos centenas de procuradores de ouro que trabalham sem nenhum tipo de regulação e desestabilizaram as encostas das montanhas.
O episódio ocorre num momento em que as autoridades ainda buscam em Mindanao mais de cem desaparecidos pelas enchentes do dia 17 de dezembro, que causaram pelo menos 1.257 mortos.