Empregados poderão ter o direito de faltar dois dias por ano ao trabalho para realizar exames médicos preventivos. O Projeto de Lei 1976/11, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que prevê este benefício, está na Comissão de Seguridade Social e Família - CSSF, da Câmara, onde aguarda designação de relator. A proposta que tem como finalidade promover o combate às doenças ocupacionais e a redução dos custos com o tratamento, ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC.
O Sinait é favorável ao projeto por entender que ataca a raiz do problema, ou seja, seu ponto principal é a prevenção, que com certeza ajudará a reduzir o surgimento das chamadas doenças ocupacionais, a exemplo da Lesão por Esforço Repetitivo - LER. Esta doença quando detectada e tratada no começo pode evitar meses e até anos de afastamento do empregado do trabalho.
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1º-12-2011 – Agência Câmara
Seguridade aprova dois dias livres para trabalhador fazer exames preventivos
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (30) o Projeto de Lei 1976/11, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que concede aos empregados o direito de faltar dois dias por ano ao trabalho para realizar exames médicos preventivos.
Para a relatora, deputada Dra. Elaine Abissamra (PSB-SP), a proposta vai reduzir os custos do País com doenças ocupacionais e melhorar qualidade de vida dos trabalhadores. Ela citou pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo, publicada no mês passado, mostra que pelo menos 46% dos acidentes, incluídas as doenças ocupacionais, resultam em afastamento do trabalho por mais de 15 dias, incapacidade permanente ou morte.
“A maior parte destes custos bilionários é bancada por toda a sociedade, por meio de benefícios previdenciários precoces, atendimentos no SUS, gastos com reabilitação e ações judiciais”, ressaltou Abissamra.
Prejuízos
Segundo Elaine Abissamra, o estudo mostra ainda que a contribuição das empresas com o seguro de acidente de trabalho totaliza R$ 8 bilhões por ano. Já as despesas pagas pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) chegariam a R$ 14 bilhões anuais. Mas as empresas também contabilizam prejuízos indiretos com situação.
A parlamentar destacou que as empresas “arcam com o salário somente nos primeiros 15 dias, mas têm ônus como a interrupção do trabalho, substituição e treinamento de mão de obra e danos em maquinário”.
Tramitação
O projeto segue para análise conclusiva das comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: