O Sinait publica o artigo “Trabalho escravo contemporâneo: o sweating system no contexto brasileiro como expressão do trabalho forçado urbano”, de autoria do Auditor-Fiscal do Trabalho Renato Bignami (SP). O texto conceitua modelos de subcontratação de trabalhadores a partir da Revolução Industrial na Inglaterra e o relaciona ao trabalho análogo à escravidão no setor têxtil do Brasil.
Segundo o Auditor-Fiscal, o setor têxtil, de vestuário e calçados, que atende nos estudos da Organização Internacional de Trabalho - OIT pela sigla TVC3, “é um desses rincões que ano após ano se reinventam para continuar mantendo situações primitivas de exploração”. As conseqüências são a diminuição da expectativa de vida dos trabalhadores, a servidão por dívida, o tráfico de pessoas e a remercantilização do trabalho.
O modelo inglês de exploração apresentado por Renato Bignami é o sweating system, um sistema pelo qual os empregados trabalham sob extrema pressão sistema e os locais de trabalho confundem-se com as residências e não possuem condições de saúde e segurança. As jornadas são longas e cansativas com salários são muito baixos.
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