Campanha Salarial – diante de negativas, entidades organizam a 3ª mobilização por um serviço de qualidade


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
24/11/2011



Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira, 23 de novembro, as entidades que integram a Frente da Campanha Salarial Conjunta, incluindo o Sinait, discutiram os próximos encaminhamentos diante das respostas negativas do governo às reivindicações dos servidores públicos. A decisão foi a de organizar um Seminário e a terceira Mobilização para mostrar à sociedade a importância da valorização e da melhoria da estrutura do serviço público.

 

O tema do seminário será “Serviço Público de Qualidade – Um desafio no Combate à Corrupção”, no dia 7 de dezembro, em Brasília, oportunidade em que os representantes apresentarão casos emblemáticos ocorridos em suas respectivas instituições que demonstrem a realidade dos problemas enfrentados pelos diversos órgãos no que se refere à sua estrutura, especialmente na área de recursos humanos. O seminário será realizado no auditório da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília e o ato público em frente ao prédio da entidade.

 

Os servidores irão destacar a unidade entre as carreiras típicas de Estado e levar ao conhecimento da sociedade os prejuízos resultantes da corrupção que afetam setores estratégicos do Estado como segurança, educação, infraestrutura e saúde, o comprometimento da qualidade do serviço público e a necessidade de investimentos públicos para um melhor desempenho de suas funções.

 

A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, e o vice-presidente Sylvio Barone participaram da reunião. Rosângela informou que o Sinait engrossará o movimento com a participação de Auditores-Fiscais do Trabalho. A presidente ressalta que “é importante que os Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o Brasil continuem mobilizados, principalmente, através de trabalho parlamentar em suas bases.

 

Retrospectiva

As entidades começaram a se reunir com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP em maio deste ano, quando entregaram a pauta de reivindicações conjunta. A partir daí aconteceram sete reuniões em que não houve avanços nem apresentação de contraproposta do governo à pauta, o que foi considerado desrespeito e descaso para com carreiras estratégicas na estrutura do Estado.

 

As entidades recorreram a parlamentares para interceder por uma negociação verdadeira, mas isso também não sensibilizou o governo. Desde o final de agosto, quando o Executivo enviou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2012, o governo se fechou e anunciou que não haverá reajustes para o próximo ano devido, principalmente, ao cenário de crise econômica internacional. Segundo o secretário de Recursos Humanos do MP, Duvanier Paiva, a negociação somente será reaberta para 2013.

 

O trabalho parlamentar é constante em busca de garantir recursos para o reajuste ainda em 2012. O relator do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP), afirma que o Executivo firmou sua posição pelo não reajuste dos salários do funcionalismo. Já o vice-líder do governo na Câmara, deputado Gilmar Machado (PT/MG), disse às entidades que foram garantidos recursos decorrentes de aumento da arrecadação e que caberá ao Ministério do Planejamento deliberar sobre a forma de divisão dos percentuais já garantidos.

 

O esforço, no momento, é para que haja, ainda este ano, uma reunião com o MP a fim de pressionar pelo reajuste e firmar o compromisso de que em 2012 a negociação será séria e produtiva, evitando o desgaste de meses sem resposta como aconteceu este ano.





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