14-11-2011 - Sinait
A adesão ao Pacto e o acordo com o MPT acontecem meses após fiscais encontrarem trabalhadores das confecções da marca em regime análogo à escravidão em São Paulo
A atuação da Auditoria-Fiscal do Trabalho em operação que flagrou trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão em oficinas fornecedoras de uma grande rede de confecções com diversas filiais no Brasil continua a repercutir na grande imprensa.
Após duas audiências públicas na Câmara dos Deputados, em que ficou evidente o descaso da empresa tomadora de serviços em relação às condições de trabalho nas oficinas que produziam suas peças, o caso ainda ganha espaço, agora, com a busca de retratação por parte da empresa. Nota da Folha de São Paulo diz que a marca aderiu ao Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo, coordenado pelo Instituto Ethos, OIT e ONG Repórter Brasil.
Caso fosse incluída na lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego, a empresa não poderia aderir ao Pacto. Após seis anos de existência do Pacto, somente agora a empresa decide ser uma de suas signatárias.
O MPT notificou a empresa para comparecer a uma audiência no próximo dia 18 para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo busca regularizar a cadeia produtiva da grife e reparar os danos causados aos trabalhadores flagrados em regime de trabalho escravo.
Veja a nota:
11-11-2011 - Folha de São Paulo
APÓS FISCALIZAÇÃO - Zara adere a pacto pela erradicação do trabalhoescravo
DE SÃO PAULO - A Zara aderiu ontem ao pacto pela erradicação do trabalho escravo, formado pelo Instituto Ethos, OIT (Organização Internacional do Trabalho) e ONGs. Na próxima semana, a varejista de confecção deve assinar acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho) sobre os funcionários da empresa e terceirizadas flagrados em regime de trabalho semelhante ao escravo.