A Fiscalização do Trabalho registra ano a ano o crescimento do número de pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho. Os Auditores Fiscais do Trabalho – AFTs são responsáveis por fiscalizar se as empresas estão cumprindo a lei que determina quotas mínimas de trabalhadores com algum tipo de deficiência. Nos últimos anos, por força da fiscalização, tem crescido o número de trabalhadores que encontraram uma oportunidade no mercado de trabalho e também o esforço das empresas para promover qualificação profissional por conta própria.
De acordo com as estatísticas da Fiscalização do Trabalho, os números de 2009 e 2010 deverão ficar praticamente empatados. Em 2009 foram registradas 26.449 pessoas com deficiência sob ação fiscal. Em 2010, de janeiro a novembro, o número chega a 25.876 pessoas com deficiência (dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho).
Informação veiculada no Blog do Trabalho diz que os setores que mais contrataram foram o de Serviços, Comércio e Agropecuária, áreas abarcadas por projetos nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego – SRTEs.
O SINAIT registra, entretanto, que existem milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil e muito ainda precisa ser feito para que elas tenham oportunidades, pois a experiência já mostrou que elas são capazes, têm bom rendimento e são muito dedicadas. Políticas públicas de formação profissional voltadas para este segmento precisam ser reforçadas e adaptadas para as profissões emergentes. Também é necessário aumentar o número de AFTs em atividade, para que esse e outros setores avancem na inclusão social pelo trabalho.
Veja a matéria do Blog do Trabalho:
22-12-2010 – Blog do Trabalho
Contratações de pessoas com deficiência disparam em 2010
O número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho aumentou em mais de 300% entre maio e agosto em relação ao primeiro quadrimestre do ano apontam números do CAGED. Foram admitidos nesse período 2.169 pessoas com deficiência contra 642 nos quatro primeiros meses do ano. No total, foram gerados 2.811 vagas para pessoas com deficiência até agosto de 2010.
Em relação ao tipo de deficiência, a maioria dos postos de trabalho gerados no segundo quadrimestre do ano foram ocupados por trabalhadores com deficiência física, com 1.272 vagas, seguido dos trabalhadores com deficiência mental, com 712, visual, com 575, auditiva, com 222, e múltipla, com 13. Entre os setores que mais contrataram pessoas com deficiência estão Serviços, com 1.072 vagas abertas no período, Comércio, com 689, Indústria da Transformação, com 171, e Agropecuária, com 128. As mulheres foram maioria entre as contratações, totalizando 55,5%.
A região que mais gerou empregos com carteira assinada para pessoas com deficiência foi o Sudeste, com 1.936 vagas abertas. No entanto, as regiões Nordeste e Norte passaram de um saldo negativo no primeiro quadrimestre do ano para um positivo entre maio e agosto, abrindo, 586 e 67 vagas, respectivamente. As regiões Centro-Oeste e Sul tiveram saldo negativo no período, fechando 313 e 107 vagas, respectivamente. Entre os estados o destaque foi São Paulo, que abriu 1.265 postos formais para trabalhadores com deficiência.
Considerando o recorte por faixa etária, do total de po stos ocupados por trabalhadores com deficiência os jovens de 18 a 24 anos foram os mais absorvidos pelo mercado de trabalho. A participação dos trabalhadores na faixa etária entre 30 e 39 passou de um resultado negativo no primeiro quadrimestre, com fechamento de 377 postos, para a geração de 220 vagas. No que tange a faixa salarial, a maior parte desses trabalhadores recebe até 1,5 salários mínimos. Quanto ao grau de instrução, mais de 70% possuíam o ensino médio completo no período.