O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional, Ophir Cavalcante recebeu Diretores do SINAIT em audiência, na tarde desta quinta-feira (16), na sede da entidade, em Brasília, para tratar do andamento do processo da chacina de Unaí, que completará 7 anos de impunidade, no próximo dia 28 de janeiro.
A presidente Rosângela Rassy foi acompanhada dos vice-presidentes Sylvio Barone e Hugo Moreira Carvalho, e do AFT Orlando Vila Nova e solicitou ao presidente seu apoio para dar celeridade ao processo para que sejam julgados os acusados do crime, que vitimou três AFTs e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego. O processo, que tramita no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, envolve políticos de Unaí entre supostos mandantes do crime e dois recursos especiais impetrados pelos acusados emperram o seu andamento.
Ophir Cavalcante comprometeu-se a requerer a intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o monitoramento e julgamento do processo. Segundo ele, o caso deve ser levado à corregedora Nacional do CNJ, ministra Eliana Calmon Na sua opinião, esta é a via correta e legítima. “Buscamos a justiça para esse País e, para isso, devemos lutar contra a impunidade. Diante de casos como esse, nós cidadãos nos sentimos amordaçados”, frisou o presidente.
“É um tempo desarrazoado para um crime dessa natureza, em que servidores públicos desempenhavam a missão estatal prevista em suas atribuições. Não podemos aceitar”, enfatizou Ophir. E acrescentou "o mínimo que se pode esperar diante de um caso destes, que trata do assassinato de agentes estatais que exerciam legitimamente funções, em defesa da dignidade do trabalhador, é que ele seja julgado".
Leia, na área restrita do site, o documento entregue ao presidente da OAB.
Clique no link a seguir e veja matéria sobre a audiência do SINAIT com o presidente da OAB, publicada nesta quinta-feira (16) no site da entidade nacional:
STJ julga recurso ao apagar das luzes de 2010
Um dos dois últimos recursos impetrados pelos acusados da Chacina de Unaí, os quais impedem o retorno do processo principal à Vara Federal de Belo Horizonte, foi julgado nesta quinta-feira (16) pelo STJ. Após o julgamento do último recurso especial, o processo principal, que se encontra no TRF da 1ª Região, poderá retornar a Belo Horizonte, onde será realizado o julgamento, pelo Tribunal do Júri.