O uso do amianto na composição de dezenas de produtos consumidos amplamente pelos consumidores brasileiros continua em discussão no Congresso Nacional. Artigo no site Congresso em Foco revela os interesses que envolvem o assunto, contrapondo interesses econômicos, sociais, trabalhistas e de saúde. Segundo a jornalista Renata Camargo, não há consenso nem dentro do governo, onde alguns ministérios são a favor do banimento e outros defendem a continuidade do uso. Grandes empresas do setor fazem lobby, assim como ambientalistas, especialistas em saúde pública e direitos dos trabalhadores. O embate se dá diretamente entre empresários e ambientalistas, conforme o artigo “Ambientalistas atrapalham o amianto”.
O amianto produz milhares de vítimas no mundo. A exposição ao mineral causa asbestose, fribrose pulmonar e vários tipos de câncer, todas doenças que levam à morte. No Brasil a entidade mais ativa no combate ao uso do amianto é a Associação Brasileira dos Expostos ao amianto – Abrea, cujo site (www.abrea.com.br) reúne informações variadas sobre o uso do mineral no Brasil e no mundo. A Auditora Fiscal do Trabalho – AFT Fernanda Giannasi (SP) é uma das militantes mais ativas pelo banimento do amianto no mundo, e segue colecionando polêmicas e desafetos no meio industrial, ao mesmo tempo em que se tornou referência da luta.
De acordo com informações da Abrea, 58 países já baniram o uso do amianto. No Brasil, sete estados proibiram o uso do mineral: Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e são Paulo, mas há ações no Supremo Tribunal Federal – STF em busca da revogação das leis. No Congresso também há projeto no sentido de proibir totalmente o uso do amianto.
Leia o artigo de Renata Camargo na área MÍDIA – Artigos externos.