Aids e trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
01/12/2010



Desde 1987 o dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids, uma epidemia que vitimou cerca de 30 milhões de pessoas no mundo em três décadas. A data foi criada na Assembleia Nacional de Saúde da Organização das Nações Unidas para despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.

 

A cada ano um tema é abordado em atividades pelo mundo inteiro. A relação entre a Aids e o trabalho tem sido muito debatida nos últimos anos, a ponto de a Organização Internacional do Trabalho – OIT emitir a Recomendação nº 200 que estabelece princípios gerais de não discriminação e estigmatização dos trabalhadores portadores do vírus HIV. Atenção especial tem sido dedicada aos trabalhadores que em razão de sua atividade profissional estão expostos ao risco de contrair a doença, como é o caso da área da saúde.

 

A Aids ainda é uma doença sem cura, porém, com avançados tratamentos que permitem uma longa sobrevida aos portadores vírus, com qualidade. Hoje é praticamente zero a taxa de transmissão da doença de mães para bebês, o que fez reduzir drasticamente o número de crianças infectadas no mundo. A África ainda é o continente mais afetado.

 

O SINAIT, que representa Auditores Fiscais do Trabalho que têm como missão proteger a vida e a integridade física de trabalhadores e combater a discriminação no trabalho, entre outras atribuições, considera importante que organismos como a ONU e OIT chamem a atenção do mundo para aspectos que nem sempre são levados em conta por governos, empregadores e pelos próprios trabalhadores nos momentos de negociações coletivas e elaboração de políticas de prevenção e proteção. “O mundo do trabalho envolve muitas complexidades e delicadezas. É preciso ter um olhar cada vez mais humanizado e abrangente para lidar com mulheres e homens de forma integral neste universo”, diz a presidente Rosângela Rassy.

 

Leia matéria sobre novas diretrizes da ONU para proteção dos trabalhadores:

 

26-11-2010 – Veja.com

Diretrizes visam prevenção de trabalhadores expostos a Aids

 

A ONU publicou em 25 de novembro novas diretrizes internacionais para garantir que os trabalhadores de saúde em áreas com alta prevalência de Aids e tuberculose tenham um acesso adequado às precauções e ao tratamento contra essas doenças. O relatório é assinado pelas agências responsáveis em impulsionar o combate à aids: OMS (Organização Mundial da Saúde), OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Unaids (Programa conjunto da ONU sobre o HIV/Aids).



"Estima-se que, por ano, mil profissionais de saúde contraem HIV no local de trabalho e, muitos outros, tuberculose", detalha o documento. Os organismos calculam que 60 milhões de pessoas formam o pessoal sanitário no mundo - o que inclui médicos, enfermeiros e parteiras, farmacêuticos e técnicos de laboratório, além de limpadores e outros trabalhadores de apoio. "Essas diretrizes pretendem garantir que os trabalhadores da saúde tenham acesso às precauções universais", assinala o diretor-executivo do setor de proteção social da OIT, Assane Diop. Entre essas precauções estão o tratamento preventivo para a tuberculose, a profilaxia posterior à exposição e ao tratamento, sistemas de indenização para o contágio no lugar de trabalho, e seguridade social efetiva.



A Unaids, a OIT e a OMS admitem que seus esforços não prestavam a assistência necessária a estes trabalhadores sanitários, o que buscam reverter com essas novas diretrizes que oferecem direitos fundamentais aos profissionais. "A OMS reconhece o risco a que se expõem os trabalhadores da saúde quanto ao contágio do HIV e à necessidade de métodos exaustivos de garantia de saúde e segurança no trabalho", afirma o subdiretor-geral da organização, Hiroki Nakatani. O lugar que tem mais carência desses profissionais de saúde é a África, onde um médico pode ser responsável pela saúde de mais de 2 mil pessoas. "Mellhorar a segurança e a saúde é uma maneira de oferecer maiores incentivos aos trabalhadores para que permaneçam em seus países", concluem os responsáveis pelas diretrizes.

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