Cultura - Hoje, 108 anos de Os Sertões, de Euclides da Cunha


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
01/12/2010



Diz o professor Adelino Brandão, na introdução de uma das edições de "Os Sertões",  que no  dia 1º de dezembro de 1902, chegava às vitrinas das principais livrarias do Rio de Janeiro, um livro novo, de autor desconhecido nos meios literários, do público e da imprensa. Tratava-se de "Os Sertões", com 637 páginas, ilustrado com mapas, desenhos e fotografias originais. Tiragem de mil exemplares, financiados pelo próprio autor.


Diz, ainda, o professor Adelino: "....Campanha militar narrada, porém, de tal maneira, analisada de tal modo, discutida com tal sapiência positiva, lucidez, espírito crítico, implicações científicas, imparcialidade ante os fatos, e ao mesmo tempo, tamanha exaltação na defesa dos direitos das vítimas e na condenação dos responsáveis por aquela tragédia nacional, em uma linguagem de força artística tão original e superior, que dariam a Os Sertões o título de "Bíblia da nacionalidade", como obra prima da épica em prosa, na língua portuguesa, em todos os tempos. Não à-toa, seria dito mais tarde: Euclides da Cunha ficou para nós como Homero para os gregos, Dante para os italianos, Cervantes para os espanhóis, Shakerpeare para os ingleses, Sarmiento para os argentinos, Goethe para os alemães". (Coleção A obra prima de cada autor, da Editora Martin Claret - edição 2006).



Mário Vargas Llosa, inspirado em Os Sertões, escreveu "A guerra do fim do mundo", segundo ele, após intensa pesquisa em bibliotecas de Washington e Londres, em  arquivos empoeirados do Rio de Janeiro e Salvador e em percursos escaldantes pelos sertões da Bahia e de Sergipe, e, especialmente, em Canudos.

 

Em homenagem ao grande escritor brasileiro, o SINAIT divulga o artigo do jornalista francês Gilles Lapouge, publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 23 de maio de 1993, com tradução feita por Antoine Seel e pelo brasileiro Jorge Coli. O texto de Lapouge, reproduzido pelo Estadão, saiu originalmente como resenha no cotidiano francês Le Monde. Escreveu Lapouge, em seu estilo muito particular: “O livro é belo como o olhar cego de um vidente”. A edição francesa de Os Sertões foi batizada como Hautes Terres.

 

Para ler o artigo de Lapouge, clique aqui:



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