Um balanço das ações de combate ao trabalho escravo e infantil realizadas pela fiscalização do trabalho no Brasil nos últimos oito anos foi apresentado na abertura das Conferências Mercosul e Nacional de Emprego e Trabalho Decente, realizada no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira 24.Os números apresentados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, revelam que os Auditores Fiscais do Trabalho participaram de 760 ações de fiscalização, autuaram1.770 empresas e resgataram 30 mil trabalhadores. A presidente do Sinait, Rosângela Rassy e os vice-presidentes, Carlos Alberto Nunes, Sylvio Barone, Ana Palmira e Nahia Sayegh participaram da abertura do evento.
Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de realização das Conferências. Em seu pronunciamento, Lula fez um balanço positivo da relação do governo com os representantes dos trabalhadores. “Deixo o governo com a consciência tranquila de que nunca antes na história houve uma relação tão perfeita entre governo e movimento sindical. Somos nação privilegiada em relação ao resto do mundo. No G20, os trabalhadores têm poucos presidentes da República e poucos ministros que têm relação com os trabalhadores para que eles possam entregar uma pauta de reivindicações”, afirmou. “Na verdade a gente deveria ter brigado para que a central que representa os trabalhadores internacionalmente tivesse dentro do G20.
O ministro Lupi também citou a criação da lista suja que, segundo ele, pune exemplarmente os empregadores que utilizam mão-de-obra escrava, como uma das iniciativas que contribuem para inibir a atuação de infratores..
Participaram também da abertura das Conferências Mercosul e Nacional de Emprego e Trabalho Decente, integrantes do Ministério da Justiça e do Trabalho do Paraguai e de outros países sul americanos