A manhã de quarta-feira foi reservada à realização de cinco cursos para os AFTs. Um dos mais concorridos, que levou bom-humor e relaxamento aos participantes foi a Qualidade de vida na família e no trabalho – o stress do dia a dia e a vida na maturidade, ministrado pelo psquiatra Antônio Cavalcante Mourão e pela gerontóloga Zilma Gurgel. Ele falou sobre a importância de cultivar o bom relacionamento na família para obter sucesso no trabalho. De acordo com Mourão o grande desafio da família é a capacidade de diálogo, não para longas discussões, mas para que um entenda o outro e seja capaz de saber o que pensa a respeito das coisas. “Sempre digo que uma metade com outra não é um inteiro e sim duas metades, duas pessoas inteiras em um relacionamento. Os casais precisam pensar nisso para que as individualidades sejam aceitas dentro do casamento. Vale lembrar que o ambiente familiar se projeta no trabalho, ressaltou.
Zilma Gurgel, que falou sobre a vida na maturidade, citou Jean Paul Sartre ao lembrar que “a vida é uma eterna escolha e toda escolha tem uma consequência”. Ela lembrou aos participantes da importância de repensar a vida na maturidade. Fazer uma reflexão para definir como quer viver a partir desta fase. Zilma fez um alerta aos AFTs para que não deixem para pensar na aposentadoria apenas na véspera e programem esta nova etapa com antecedência. “A aposentadoria é um momento delicado quando a pessoa passa por perdas como o convívio com os colegas de trabalho, a perda de espaço. Não se preparar gera muita frustração e quem trabalhou durante tanto tempo merece curtir a velhice com qualidade”, acrescentou.
A orientadora do curso é fundadora e professora da Universidade sem Fronteiras, que propõe a educação contínua na maturidade. Ela comentou os desafios da longevidade, que é uma grande conquista da humanidade. “Após a aposentadoria ainda teremos muito tempo pela frente e diante disso, temos que fazer uma reflexão”. Segundo Zilma a velocidade da informação, a competitividade e o excesso de consumo, comuns na vida moderna, nos obrigam a viver cada vez mais angustiados, o que causa estresse, depressão e pânico. Não entrar na onda da correria é o caminho para uma velhice feliz.