“Combatendo o trabalho escravo contemporâneo: o exemplo do Brasil” é o título do livro lançado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), de autoria da antropóloga Patrícia Trindade Maranhão Costa . Um dos destaques é a divulgação do trabalho dos grupos especiais de fiscalização móveis do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) como parte importante nas respostas do Governo Federal ao problema.
Além de outras políticas públicas como a divulgação da Lista Suja e o pagamento de indenizações e seguro desemprego aos trabalhadores resgatados, as ações geradas pelo Pacto Nacional de Combate ao Trabalho Escravo são divulgadas no livro. O Pacto foi elaborado pela Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Conatrae) da qual um dos integrantes é o Sinait.
A publicação apresenta alguns motivos para existência do trabalho escravo contemporâneo como a pobreza, os conflitos agrários e a grilagem de terras na Amazônia, além das consequências do desconhecimento dos direitos por grande parte dos trabalhadores: a impunidade para quem comete o crime.
O livro também mostra o perfil das vítimas, as mais variadas formas de trabalho escravo praticadas no Brasil, as condições degradantes onde os trabalhadores são encontrados, a estrutura das fazendas, as formas de aliciamento e as rotas da escravidão no Brasil.