Medo do desemprego diminui entre os trabalhadores brasileiros


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
15/10/2010



SINAIT 15-10-2010

 

Uma pesquisa realizada pelo Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou que o Índice de Medo do Desemprego caiu pela terceira vez consecutiva entre os trabalhadores brasileiros. A pesquisa é realizada trimestralmente.

O baixo medo do desemprego é atribuído ao otimismo da população com o mercado de trabalho. Vale lembrar que além do crescimento econômico, os Auditores Fiscais do Trabalho - AFTs são os responsáveis pela fiscalização do registro em carteira do trabalhador, o que contribui com as estatísticas positivas do mercado de trabalho e consequentemente com a concretização da política econômica.

Mais informações na matéria abaixo do Valor Econômico.

 

14-10-2010 – Valor Econômico

Diminui medo de perder emprego, mostra pesquisa

Luciana Otoni | De Brasília

   

Na terceira queda consecutiva, o Índice de Medo do Desemprego atingiu 81,1 pontos em setembro, o menor nível desde o início da série, em 1996. O número é 1,5% menor em relação a junho e 9,1% mais baixo que a pontuação registrada em setembro de 2009. O indicador é elaborado trimestralmente pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês passado, foram entrevistadas 3.010 pessoas empregadas em diferentes segmentos da economia, entre os dias 25 e 27.

Nessa pesquisa, mais da metade dos entrevistados, 55%, respondeu não temer a perda do emprego. Foi, também nesse quesito, o terceiro recuo consecutivo. Outros 30% disseram ter pouco receio de ficar sem trabalho. Entre os que afirmaram possuir muito medo de ficar desempregado, o percentual passou de 16% em junho para 15% em setembro.

O coordenador da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, atribui o baixo medo do desemprego ao otimismo da população com o mercado de trabalho. É, também, consequência do maior ritmo de expansão do PIB, que resulta na maior oferta de emprego com carteira assinada.

 O economista destacou também o fato de as regiões metropolitanas registrarem as mais baixas taxas de desemprego em termos históricos. Como a tendência é de continuidade do crescimento e da oferta de emprego formal, a CNI avalia que o índice deverá registrar recuo no último trimestre do ano.

Uma mudança na trajetória descendente do indicador é tida como improvável e somente ocorrerá, conforme análise de Castelo Branco, se houver uma modificação no ritmo de expansão do nível de atividade, ocorrência que não está prevista nos cenários da CNI formulados para o próximo ano.

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