Fiscalização intensa e ação conjunta de repressão no combate ao trabalho escravo colocam MT em destaque


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/09/2010



30-9-2010 - SINAIT 

 

O Blog do Trabalho trouxe esta semana matéria que elogia as ações de combate ao trabalho escravo que vêm sendo desenvolvidas no Estado de Mato Grosso e as classifica como sendo das mais eficazes e que servem de exemplo para o resto do País.

O AFT e superintendente Regional do Trabalho, no estado, Valdiney Arruda, atribui o sucesso  dessas ações a vários fatores, como o aumento do número de operações de fiscalização no campo, o que tem inibido a prática do trabalho escravo, e as parcerias feitas entre instituições para repreender esse tipo de crime. Também a qualificação profissional dos trabalhadores resgatados, para evitar a reincidência no trabalho degradante. 

O SINAIT parabeniza a atuação dos AFTs no Estado de Mato Grosso o que tem sido motivo de afirmação do trabalho da fiscalização.

Mais informações sobre o Grupo de Repressão no combate ao trabalho escravo em Mato Grosso e como são identificados os trabalhadores que serão qualificados para não reincidir no trabalho degradante na matéria abaixo. 

 

 

28-9-2010 – Blog do Trabalho

Combate ao trabalho escravo: ações integradas e aperto na fiscalização dão resultado no MT

Por Vanessa Corrêa

 

O Mato Grosso é um dos estados que mais se destacam no combate ao trabalho escravo no Brasil. As ações de fiscalização no estado vêm sendo eficazes, pois diminuem o número de trabalhadores em situação degradante.

“Nós triplicamos o número de operações no campo e o número de trabalhadores encontrados em situação de trabalho escravo tem recuado”, afirmou o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, Valdiney Arruda.

O estado possui dois diferenciais: ações integradas com outros órgãos e a qualificação para os egressos do trabalho escravo. Há uma subcomissão chamada Grupo de Repressão que se reúne mensalmente e dele participam: MPF, MTE, MPT, PF, GGI, Polícia Civil e Secretaria de Justiça. “È feito um trabalho de inteligência, há uma ação de investigação, analisamos as denúncias mais graves, cruzamos dados”, afirmou.

Quando é detectado um crime ambiental, por exemplo, o IBAMA, ao constatar que há indícios de trabalho escravo, entra em contato com o Ministério do Trabalho e o grupo móvel vai ao local. “Há integração”, diz o superintendente.

A qualificação é outro ponto importante pois evita a reincidência no trabalho degradante. São coletados dados do cadastro do seguro desemprego, selecionados egressos de trabalho escravo, é feita uma identificação, um questionário e o trabalhador é encaminhado para cursos de acordo com seu perfil.

“Oferecemos qualificação para operar máquinas agrícolas e também manejo de suínos. Providenciamos também o avanço escolar para conclusão do ensino médio e formação em cursos técnicos como, por exemplo, eletricista de manutenção industrial”.

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