Pandemia da Covid-19 acelerou este quadro entre negros e pobres
Por Lourdes Marinho
Edição: Nilza Murari
O SINAIT divulga o artigo “Esperança de vida ao nascer” ou “certeza de morte antes da hora?”, de René Mendes, médico, professor e presidente da Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – ABRASTT, e também pesquisador colaborador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo – USP.
O texto faz uma análise das mortes de negros e pobres no Brasil e nos Estados Unidos, e em outras partes do mundo, onde reina a desigualdade social. Constata que muita gente está morrendo antes da hora. Gente pobre, gente negra, adolescentes e jovens, são a maioria das vítimas. Os que sofrem com a discriminação racial e com a desigualdade social são os que têm a situação agravada pelo cenário da pandemia da Covid-19, o que, no caso do Brasil, piora mais ainda com o descaso e negacionismo do governo com a doença e com as políticas públicas.
“Em nosso caso, o pano de fundo foi agravado pelas políticas neoliberais de ‘Estado mínimo’, de ataques aos serviços públicos e aos direitos sociais, e pelo sucateamento deliberado do que havia de mais elevado potencial – o Sistema Único de Saúde/SUS – o que explica, em substancial parte, o curso especialmente acelerado e calamitoso da pandemia da COVID19 no Brasil e, por conseguinte, as consequências sociais e econômicas associadas, tão ou mais cruéis”, diz o professor René Mendes.
Segundo ele, ultimamente tem morrido muita gente que não precisava morrer. “Evento que os epidemiologistas denominam de ‘mortes precoces’, ‘mortes prematuras’ e ‘mortes evitáveis’ ... porém nós rotulamos como uma forma de ‘genocídio deliberado’.”
Confira aqui a íntegra do texto.