Veja o que vem mudando no Brasil com a pandemia do novo coronavírus


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
16/03/2020



Por Dâmares Vaz, com informações de Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Hospital Israelita Albert Einstein
Edição: Nilza Murari


O surto do novo coronavírus (Covid-19) levou a Organização Mundial da Saúde – OMS a declarar que o mundo passa por uma pandemia e que países precisam se empenhar no combate à propagação da infecção.


 No início de fevereiro, o Brasil decretou estado de emergência em saúde pública de importância nacional. Também foi publicada a Lei nº 13.979/2020, que dispõe sobre as ações de enfrentamento dessa emergência, como a restrição de atividades e separação de pessoas.


Em março, a Portaria nº 356/2020, do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União, trouxe a regulamentação e operacionalização das medidas de enfrentamento do novo coronavírus, entre as quais isolamento e quarentena.


Em razão do aumento do número de infectados, na última semana o Ministério da Saúde recomendou medidas adicionais mais restritivas, como o cancelamento de eventos com aglomerações de pessoas, a adoção do trabalho remoto, a suspensão de viagens nacionais e internacionais de servidores de diversos órgãos. No Executivo, o INSS, por exemplo, sustou a exigência da prova de vida dos beneficiários para evitar ida às agências bancárias.


O Congresso Nacional, por sua vez, interrompeu diversas atividades legislativas, restringiu o acesso às dependências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, incluindo visitas institucionais, cancelou viagens oficiais a locais com transmissão comunitária e algumas audiências públicas, e analisa a possibilidade de adotar um recesso parlamentar, entre outras medidas.


E o Poder Judiciário federal e nos estados determinou mudanças nas rotinas de trabalho, como limitação ao acesso do público a sessões de julgamento, redução da carga horária, trabalho remoto, sessões virtuais. Além disso, diversos tribunais decidiram interromper prazos e audiências.


Diversos governos estaduais e o distrital também seguiram nesse caminho, definindo limitadores para diversas atividades sociais, como forma de conter a pandemia.


Até o dia 15 de março, a OMS havia registrado 10.982 novos casos de coronavírus no mundo em um dia. No total, os países contabilizavam 153.517 infectados. O número de mortos pela Covid-19 está em 5.535, sendo que 343 aconteceram nas últimas 24 horas. Até o momento, 144 países notificaram casos da doença. 


No Brasil, em apenas 24 horas, houve um crescimento de 65% no número de casos confirmados de infecção pelo coronavírus – o total passou de 121 para 200, de acordo com o Ministério da Saúde, em balanço do dia 15 de março. Ainda estão sob investigação 1.915 casos suspeitos da doença, segundo os dados da pasta. Desde janeiro, 1.470 suspeitas foram descartadas. Os números se alteram rapidamente devido ao alto poder de transmissão do vírus.


Na América Latina, existem até agora mais de 600 casos, e países como Argentina, Chile, Colômbia e Peru decidiram fechar as fronteiras. Estados-membros do Mercosul devem decidir nesta segunda-feira, 16 de março, medidas conjuntas, em uma teleconferência. 


Formas de prevenção


O Hospital Israelita Albert Einstein foi o hospital que atendeu o primeiro paciente e realizou o primeiro teste do novo patógeno no Brasil. A entidade preparou uma FAQ – “Frequently Asked Questions”/Perguntas Frequentes – sobre a doença, baseado em informações da OMS, do Centers for Disease Control and Prevention – CDC e do infectologista do hospital, Fernando Gatti de Menezes.


O material traz informações gerais sobre a infecção, formas de proteção e prevenção, informações para pets, para mães, pais e responsáveis, condutas em relação a viagens, orientações para empresas e dados sobre transmissão.


Acesse aqui a FAQ.


Saiba mais sobre o novo coronavírus


Os coronavírus (CoV) são uma família viral conhecidos desde os anos 1960 que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Infecções por coronavírus costumam provocar doenças respiratórias leves, como resfriados comuns, a graves.


O novo agente do coronavírus – SARS-CoV-2 – foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, depois do registro de casos na província de Wuhan, na China. Provoca a doença chamada coronavírus (Covid-19), cujos sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Especialistas apontam que cerca de 80% dos infectados conseguem se recuperar sem precisar de tratamento especial, mas alertam que pessoas idosas e pessoas com problemas médicos subjacentes têm maior probabilidade de desenvolver doenças respiratórias graves.


Entre os coronavírus que podem causar síndromes respiratórias graves estão o SARS-CoV e o MERS-CoV. O SARS-CoV é o agente da síndrome respiratória aguda grave conhecida pela sigla SARS, do termo em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”.


Os primeiros relatos da infecção surgiram na China em 2002. Posteriormente, o SARS-CoV disseminou-se rapidamente para mais de doze países em três continentes, infectando mais de 8 mil pessoas e causando cerca de 800 mortes. A epidemia, global, foi controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS foi relatado.


Em 2012, foi isolado o MERS-CoV, até então desconhecido como agente de doença humana. Foi identificado, inicialmente, na Arábia Saudita, alastrando-se para outros países do Oriente Médio, da Europa e da África. Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome”.​

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.