O documento foi subscrito por cerca de 160 Auditores-Fiscais do Trabalho
Por Andrea Bochi
Edição: Nilza Murari
Em Nota, cerca de 160 Auditores-Fiscais do Trabalho e Coordenadores Estaduais do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho se manifestam contra a proposta de novo instrumento de avaliação de deficiência, diferente do que está em vigor e que foi construído e validado de acordo com parâmetros constitucionais vigentes.
Segundo os Auditores-Fiscais, a situação é crítica. O novo instrumento, proposto pela perícia médica, é extremamente mais difícil de aplicar que o IF-BrM em vigor e demandaria mais tempo para aplicação. Acrescentam que as pessoas com deficiência não podem depender de avaliações morosas para ter acesso a direitos básicos de cidadania, como por exemplo o direito ao trabalho.
O instrumento proposto com a denominação de PROBAD fere as diretrizes estabelecidas pela Organização das Nações Unidas – ONU, uma vez que possibilita a interrupção do processo de avaliação, considerando a decisão de apenas um médico, conforme o diagnóstico do avaliado. Desta forma, segundo a Nota, fica eliminada a avaliação multiprofissional e a interdisciplinaridade, gerando uma barreira de acesso aos direitos das pessoas com deficiência.
Para os Auditores-Fiscais do Trabalho, a proposta caracteriza um grande retrocesso.
Diversas entidades que defendem os direitos das pessoas com deficiência divulgaram notas em que criticam a proposta.
Acesse aqui a Nota dos Auditores-Fiscais do Trabalho.