Por Solange Nunes
A Justiça do Trabalho bloqueou R$ 5,4 milhões das contas de Ana Vindoura Dias Luz, 64 anos, e de outras quatro pessoas acusadas de submeterem seguidores de uma seita, no Gama (DF), a condições análogas às de escravo. Ao deferir o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), a juíza Tamara Gil Kemp entendeu que a decisão é necessária a fim de garantir o pagamento de verbas trabalhistas a empregados explorados.
A decisão é oriunda de uma operação interinstitucional deflagrada, no dia 7 de março, que investigava a submissão de pessoas a condições análogas às de escravo pela Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia.
Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no Distrito Federal – SRT/DF, com apoio da Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais – SRT/MG e da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo – Detrae do Ministério da Economia, encontraram 95 trabalhadores em condições análogas às de escravos. Mas o total de vítimas pode chegar a 300.
Além da Auditoria, a ação envolve o Ministério Público Federal – MPF, o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Civil do Distrito Federal, o Conselho Tutelar do Gama e a Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF. A deflagração teve o apoio das divisões de operações aéreas e especiais da Polícia Civil.
Saiba mais aqui na matéria do Correio de Santa Maria e aqui matéria do Sinait sobre a operação.