Atuação de Auditoras-Fiscais no combate a este tipo de crime é destacada pela rede social
O Instagram do Trabalho Escravo fez uma bela homenagem às mulheres, no dia 8 de março, pela celebração do Dia Internacional da Mulher. O combate ao trabalho escravo feito por Auditoras-Fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel - GEFM foi destacado pela rede social e ilustrado com a atuação de algumas dessas guerreiras, como exemplo de força, coragem e profissionalismo para garantir direitos fundamentais básicos de trabalhadoras e trabalhadores em todo país.
40% dos resgates de trabalhadores feitos pelo GEFM foram em ações coordenadas por Auditoras-Fiscais. Elas planejam, coordenam e executam diversas operações de resgate de trabalhadores de condições análogas a de escravos com firmeza e efetividade. “Têm a importante tarefa de resgatar a dignidade de homens e mulheres trabalhadores, que por terem seus direitos suprimidos, são privados do convívio familiar e ficam à margem da sociedade”, diz um dos posts.
Virna Damasceno, por exemplo, coordenou 189 ações fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel - GEFM entre os anos de 2001 a 2012. Essas operações resultaram no resgate de 1.831 trabalhadores de condições análogas às de escravo.
Claudia Brito, coordenou 193 ações fiscais do GEFM entre os anos de 1996 a 2003, em operações que resultaram no resgate de 1.911 trabalhadores nas mesmas condições.
Mulheres resgatadas
As mulheres regatadas do trabalho análogo à escravidão também foram lembradas/homenageadas. “Mulher essa que acorda antes da turma de trabalhadores, porque ela precisa preparar o café, antes de eles irem para os locais de trabalho. Em seguida prepara almoço da turma e leva para a frente de trabalho. Retorna para lavar as roupas, limpar o barraco e preparar a janta, tudo tem que estar pronto quando eles chegarem com fome”, diz o texto.
A exploração dessas trabalhadoras, aliadas à falta de privacidade são descritas no post. “Após a janta, o grupo vai dormir e ela lava as panelas. Quando tem certeza que todos estão dormindo, vai para o córrego se banhar, pois não teria outra forma de ter privacidade em meio a um grupo de homens, já que banheiro não há. Muitas vezes, nem salário ela recebe, trabalha em troca de comida, pois o que ela faz não é considerado trabalho”.
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