Por Dâmares Vaz
Edição: Nilza Murari
O artigo Trabalho escravo põe em xeque veracidade do luxo no Brasil e no mundo, publicado na Folha de S. Paulo pelo colunista Pedro Diniz, aborda aspectos e consequências da incapacidade da indústria de luxo de garantir que trabalhadores não sejam explorados nas cadeias de produção.
Citando dois casos, um na Itália e outro no Brasil – a grife Amissima foi alvo de operação da Fiscalização do Trabalho que constatou condições análogas às de escravo nas oficinas vinculadas à marca –, ele afirma que a competição acirrada e a descentralização de processos abriram espaço para a subcontratação de empresas e autônomos na cadeia produtiva da alta costura.
“Essa realidade põe em xeque a veracidade do valor agregado ao produto de luxo, porque é comum ouvir de consumidores que, hoje, a escolha por uma marca está ligada também à ideia de que suas peças foram produzidas em condições humanas”, afirma o colunista.
“No momento em que a criação de núcleos de sustentabilidade e ações sociais são as grandes notícias propagadas pelo mercado de luxo, a manutenção de uma cadeia de suprimentos deficiente só contribui para validar a tese cética de que tudo é mesmo uma grande mentira”, critica.
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