Apesar da condenação enquadrada em quádruplo homicídio, triplamente qualificado por motivo torpe, pagamento de recompensa em dinheiro e impossibilidade de defesa das vítimas, em julgamento de 2015, em Belo Horizonte, o fazendeiro Antério Mânica será julgado novamente por júri popular. Contrariando o voto do relator, desembargador Cândido Ribeiro, esta foi a decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, durante julgamento de recursos apresentados pela defesa contra a condenação dos réus.
Além disso, os desembargadores Cândido Ribeiro e Néviton Guedes votaram para manter a condenação dos três réus pelos quatro homicídios. Porém, os magistrados reduziram as penas aplicadas pela 9ª Vara de BH. Quando condenado, ele já havia cumprido um ano e quatro meses na cadeia. Ao ler o veredito, o juiz federal Murilo Fernandes de Almeida disse que Antério Mânica agiu com intenso dolo e que teve poder de decisão no crime. A sentença foi proferida após quatro dias de julgamento em júri popular, na capital mineira.
Dirigentes do Sinait acompanharam o julgamento e ficaram indignados com o resultado. Segundo a vice-presidente do Sinait, Rosa Jorge, as provas são robustas e claras quanto à participação de Antério Mânica. “Para nós, que esperamos justiça há quase 15 anos, foi uma grande frustração. Esperávamos hoje encerrar esse triste capítulo de nossa história”.
Confira a repercussão do julgamento da 4ª Turma no TRF 1: