13 Mar

FSM 2018 – Sinait na luta para resistir, criar e transformar, em Salvador (BA)

Publicada em: 13/03/2018

 Por Solange Nunes / Nilza Murari

Edição: Nilza Murari

Milhares de sindicalistas, estudantes, representantes de entidades e segmentos sociais participaram na tarde desta terça-feira, 13 de março, da Marcha de Abertura que marcou o início do 13º Fórum Social Mundial 2018, em Salvador (BA). Com palavras de ordem, criatividade e muita irreverência, o cortejo saiu da Praça do Campo Grande e seguiu até a Praça Castro Alves, percorrendo toda a Avenida Sete.

O Sinait compareceu e participou da Marcha representado por diretores e Delegados Sindicais, fortalecendo a comitiva de protestos que tomou o centro antigo da capital baiana. Eles usaram camisetas e levaram faixas que afirmam a luta dos Auditores-Fiscais do Trabalho contra o trabalho escravo e contra as reformas trabalhista e da Previdência. Em muitos momentos pararam para mostrar sua mensagem para dezenas de pessoas que fotografaram e filmaram a passeata.

De acordo com a diretora de Comunicação Social do Sinait, Ana Palmira Arruda Camargo, esta é uma forma de a entidade reforçar a integração com a população brasileira. “O lugar do Auditor-Fiscal do Trabalho é junto com o trabalhador brasileiro. Este é um espaço de luta e resistência e nós precisamos estar juntos”.

Roberto Miguel, Delegado Sindical do Sinait na Bahia, enfatiza que o FSM é um movimento que congrega várias entidades e faz um contraponto ao capitalismo. “O Sinait defende direitos e precisa participar e fortalecer este tipo de ação. É uma atividade de amplitude significativa no Brasil e no mundo e não poderíamos ficar de fora”.

Durante a Marcha, centrais, sindicatos e representações civis e sociais deixaram mensagens, palavras de protestos contra desigualdades sociais, retiradas de direitos, pela democracia, legalidade e trabalho digno, proteção dos povos indígenas, proteção pelas mulheres, em defesa dos direitos trabalhistas e da Previdência Social.

Os protestos e afirmações dos mais variados grupos do Brasil e de países estrangeiros formam a diversidade que é a marca registrada do FSM. As formas de manifestação são as mais variadas possíveis. Vale tudo, desde palavras de ordem, músicas, grupos de percussão, faixas, blimps, bandeiras, fantasias, adereços de carnaval. Todas as cores, etnias e nacionalidades que expressem uma ideia que vale a pena ser defendida.