12 Mar

FSM 2018: Exposição e seminário promovidos pelo Sinait abordam trabalho escravo

Publicada em: 12/03/2018

Auditores-Fiscais do Trabalho desembarcam nesta semana em Salvador (BA) a fim de participar da 13ª edição do Fórum Social Mundial – FSM, que ocorre de 13 a 17 de março, levando ao evento o debate do trabalho escravo contemporâneo. O tema geral do fórum deste ano é “Resistir é criar, resistir é transformar”, e as discussões serão voltadas à reflexão sobre saídas comuns para a humanidade, numa ótica solidária, democrática e de respeito às diversidades. São esperados participantes de 120 países, o que confere ao FSM a característica de ser um espaço plural e multifacetado.

Dando início à programação, ocorre no dia 13, a partir das 15 horas, a Marcha de Abertura do FSM. Participam da atividade o presidente do Sinait, Carlos Silva, diretores e Auditores-Fiscais do Trabalho. Na marcha, tradicionalmente, os participantes desfilam com faixas, bandeiras, banners e outros adereços que representam suas lutas e ideias. O percurso sairá da praça do Campo Grande, passando pela Avenida Sete, até a Praça Castro Alves, palco de grandes manifestações de luta e resistência baiana.

Serão quatro quilômetros de caminhada, em que milhares de pessoas tomarão as ruas do Centro de Salvador. No desfecho, aos pés do poeta Castro Alves, na “Praça do Povo”, como é conhecida, haverá um palco para apresentações culturais, performances artísticas e musicais.

Entre as atividades nos cinco dias de programação, o Sinait promove duas, sob o mesmo tema – “A quem interessa o trabalho escravo? Os Auditores-Fiscais do Trabalho combatem esse crime!”. A ideia é tratar o assunto de forma questionadora, sob a ótica de quem faz o combate direto ao crime previsto no artigo 149 do Código Penal e sob a perspectiva que sempre perpassou o FSM, desde a sua criação, em 2001: um outro mundo é possível.

Exposição fotográfica

Ficará disponível durante todo o Fórum a exposição “A quem interessa o trabalho escravo? Os Auditores-Fiscais do Trabalho combatem esse crime!”. Compõem a mostra 32 fotos que retratam flagrantes de trabalhadores resgatados durantes as ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel em várias regiões do país.

As imagens foram captadas pela lente sensível e olhar aguçado do Auditor-Fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho. Ele integra equipes do Grupo Móvel e tem livros publicados sobre o tema. As fotos retratam em cores a vida cinza de trabalhadores reduzidos à condição análoga à de escravo e a degradância, como os direitos são afrontados.

Além das fotos, será instalada uma cela que contém toda a linha do tempo da evolução do combate ao trabalho escravo no Brasil. A cela simboliza a prisão a que são submetidos os trabalhadores, ainda que não estejam presos a correntes.

A exposição estará localizada no hall da Biblioteca Central do Estado – Rua General Labatut, nº 27, Barris, em Salvador, local próximo às tendas do FSM, em local de grande circulação de pessoas.

Seminário

Um seminário, com o mesmo nome da exposição fotográfica, também organizado pelo Sindicato, terá como protagonistas Auditores-Fiscais do Trabalho que lidam com a dura realidade da escravidão. Mônica Duailibe e Vanius Corte falarão sobre a escravidão contemporânea contextualizada na conjuntura nacional e internacional. Lucas Reis abordará trabalho escravo no campo. Os aspectos do combate ao trabalho escravo urbano e a escravização de refugiados e imigrantes serão apresentados por Renato Bignami. Liane Durão e Roberto Miguel dos Santos darão o panorama do problema no Estado da Bahia.

No fim, Carlos Silva fará a amarração de todas as falas anteriores, enfatizando que os Auditores-Fiscais do Trabalho combatem esse crime.

Haverá espaço para a interferência dos participantes, de sindicalistas e militantes da causa da erradicação do trabalho escravo.

O debate está marcado para o dia 14 de março, às 9 horas, na PAF lll, Sala 108, Campus da UFBA Ondina.