12 Jan

Exposição fotográfica em Brasília fará parte das atividades da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Publicada em: 12/01/2018

Por Andrea Bochi

O Sinait realizará na semana de 23 a 25 vários eventos para marcar os 14 anos da Chacina de Unaí, ocorrida em 28 de janeiro de 2004 e a semana de combate ao trabalho escravo. Os eventos registram a indignação dos Auditores-Fiscais do Trabalho com a liberdade dos mandantes da Chacina de Unaí, que foram condenados em 2015 a penas de 100 anos de prisão.

Em Brasília, além do Ato em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1, que será realizado na manhã do dia 24 de janeiro, outro evento retrata o trabalho escravo para a sociedade alertando para o grave crime e marcando também a semana de combate ao trabalho escravo por meio da exposição fotográfica “Trabalho Escravo – Auditoria Fiscal do Trabalho, 20 anos resgatando a cidadania e a dignidade dos trabalhadores”.

Composta por 32 fotografias do Auditor-Fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho, a mostra estará aberta à visitação do público de 26 de janeiro, a partir das 10 horas, a 16 de fevereiro, instalada no Espaço Cultural no térreo do shopping Venâncio 2000, em Brasília (DF). A exposição seguirá o mesmo horário de funcionamento do centro de compras.

Sobre tão grave atentado contra a dignidade e liberdade de trabalhadores, o presidente do Sinait, Carlos Silva, afirma que, infelizmente, essa é uma realidade ainda não superada no Brasil. “As mesmas cenas retratadas nas fotos continuam sendo encontradas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho. Além disso, de 2015 a 2017 há elementos novos no sentido de que o trabalho escravo tem sido cada vez mais constatado nos centros urbanos, especialmente na construção civil e no setor de confecções”.

A exposição já esteve em vários espaços relevantes do Distrito Federal e do país – Palácio do Planalto, saguão do Ministério do Trabalho, Supremo Tribunal Federal e Tribunais Regionais do Trabalho de vários Estados.

As Delegacias Sindicais do Sinait também utilizam as mesmas fotos para organizar exposições itinerantes, sempre na intenção de levar ao conhecimento da sociedade o que significa o trabalho escravo contemporâneo. Recentemente as fotos estiveram na Câmara Municipal de Piracicaba (SP) e na sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Já passaram também por espaços públicos na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e em outros Estados.