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5 de dezembro: Sinait e entidades protestam contra a reforma da Previdência

Publicada em: 05/12/2017

Por Solange Nunes

Edição: Nilza Murari

Dirigentes do Sinait, Auditores-Fiscais do Trabalho, sindicalistas e representantes de entidades pediram anulação da Reforma Trabalhista – Lei nº 13.467/2017, da Terceirização – Lei 13.429/2017 e protestaram contra a Proposta de Emenda à Constituição – PEC nº 287/2017 durante ato público, desta terça-feira, 5 de dezembro, em frente ao prédio da Previdência Social, no Setor de Autarquias Sul, em Brasília (DF). Os sindicatos, centrais, federações e entidades mantiveram Dia Nacional de Protesto contra a PEC 287, apesar da matéria ter sido retirada da pauta de votação da Câmara dos Deputados para esta quarta-feira, dia 6 de dezembro.

Os sindicalistas avaliaram durante o protesto que o movimento de resistência contra a matéria está crescendo em todo o país. Eles analisaram que o governo mudou a data com o objetivo de desmobilizar as atividades e paralelamente conseguir arregimentar mais apoio para a votação. Os manifestantes disseram que as manobras do governo irão falhar e reafirmaram os dois “slogans de guerra”: “Não tem arrego, você tira a previdência, eu tiro seu sossego” e “Parlamentar, se votar, não volta”.

De acordo com diretor do Sinait, Marco Aurélio Gonsalves, o Sindicato Nacional é contrário à reforma trabalhista, a terceirização e a reforma da Previdência. “O governo está propagando muitas mentiras. Precisamos resistir e a população precisa atuar de maneira efetiva nas manifestações. Ninguém está de fora, todos serão prejudicados”.

Marco Aurélio enfatizou que a reforma trabalhista e a terceirização vão diminuir a arrecadação para a Previdência Social, e não vão gerar emprego. “As propostas vão precarizar ainda mais as relações de trabalho”. Ele usou como exemplo o fato das mulheres lactantes poderem trabalhar em lugares insalubres. “Isso é criminoso e não poderia ter sido aprovado”.

O diretor do Sinait destacou que os Auditores-Fiscais do Trabalho durante as ações fiscais detectam várias irregularidades nos locais de trabalho. “A categoria combate situações precárias nas empresas, entre outras coisas, só que as propostas do governo vão conseguir piorar um quadro que já é muito caótico”.

Ele alertou para a propaganda do governo sobre a reforma da Previdência. “O governo apenas propaga mentiras e também prejudica os aposentados, que continuam contribuindo para a Previdência Social”.

Marco Aurélio, que também é diretor do Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas – Instituto Mosap, disse que a entidade está assustada com os ataques do governo contra o aposentado. A PEC 287 aumenta o período de contribuição dos servidores públicos e da iniciativa privada e a Medida Provisória 805/2017, impõe aumento de 11% para 14% da alíquota previdenciária para os servidores da União. “As duas iniciativas juntas pioraram a situação do aposentado, que será obrigado a contribuir mais e terá o valor dos seus rendimentos diminuídos”.

O diretor do Sinait finalizou dizendo que a propaganda do governo, que ataca o servidor público e o chama de privilegiado, é mentirosa. “Não temos privilégios, a propaganda é mentirosa. O Sinait está nesta luta e vai continuar atuando contra a retirada de direitos”.