Trabalhadores estavam sem receber pagamento desde novembro
Auditores Fiscais do Trabalho registraram 928 empregados no Rio de Janeiro em ação fiscal que inicou nas empresas terceirizadas que prestam serviço no Campus e no hospital da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e que se estendeu para as diversas unidades do Estado. A ação foi iniciada depois da denúncia de um vigilante, que informou que ele e os colegas não recebiam salário há três meses. A denúncia foi registrada no dia 4 de março.
No dia 9 de março, os Auditores iniciaram a fiscalização e constataram que o contrato com a empresa denunciada já havia sido encerrado. Com isso, uma nova prestadora passou a assumir o serviço de vigilância.
Mesmo após a substituição, os Auditores Fiscais identificaram novas irregularidades, como empregados atuando sem registro em carteira e a ausência de exame médico admissional, exigido antes do início das atividades. Durante a ação fiscal, o registro dos empregados e a realização dos exames foram regularizados
No dia 16 de março, durante a continuidade da ação, os Auditores notificaram uma obra em andamento dentro do hospital, onde foram encontradas diversas irregularidades. Os responsáveis foram orientados a realizar adequações.
As empresas envolvidas foram autuadas. Já nesta segunda-feira, 31 de março, a fiscalização retornou ao local para verificar se as irregularidades foram corrigidas.
De acordo com o Auditor Fiscal do Trabalho Carlos Alberto de Oliveira “a fiscalização continua e irregularidades ligadas à obra seguem sendo autuadas. Outras já foram sanadas sob ação fiscal, como o fornecimento de EPI e entrega de uniformes aos trabalhadores”, explicou.
Com relação à prestadora de serviço anterior, Carlos Alberto informou que foi solicitado à chefia o encaminhamento do Relatório Fiscal ao MTP, TCERJ e à própria UERJ a fim de que as verbas salariais atrasadas sejam quitadas na forma da lei.
A obra de reforma continua sob ação fiscal.
Procurada, pelo G1, a UERJ informou que aplicou todas as medidas de sanção previstas em contrato contra a empresa que não efetuou o pagamento aos vigilantes, o que resultou na rescisão contratual.
A universidade afirmou ainda que há uma audiência marcada para tratar da regularização dos valores em aberto.
A instituição informou também que atuou para agilizar a contratação de uma nova empresa de vigilância, que iniciou as operações no dia 2 de março, com o objetivo de garantir a continuidade do serviço e a regularização dos pagamentos.
Segundo a UERJ, desde então, os salários estão sendo pagos em dia.
Veja a matéria do G1 sobre este assunto.
Veja também a entrevista concedida por Carlos Alberto ao telejornal Inter 1, no Globoplay.